Impasse pode forçar encerramento da Mozal
40 A MULTINACIONAL Mozal, especializada na produção e exportação de alumínio, poderá encerrar as suas actividades até Março do próximo ano, caso não chegue a acordo com o Governo sobre o fornecimento de energia para as suas operações.Está na origem da decisão a falta de consenso nas negociações para renovação do contrato de concessão de energia, que expira em Março de 2026, e que é fornecida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) à empresa pública de electricidade da África do Sul, Eskom, que por sua vez canaliza para a Mozal.Graham Kerr, director executivo da South 32, empresa que detém 63,7 por cento das acções da Mozal, lamentou o facto de a HCB não estar em condições de fornecer os 950 megawatts que a Mozal precisa devido à situação de seca que afecta a produção da hidroeléctrica há dois anos. A HCB garante apenas 350 megawatts, havendo um défice de 600MW.A fonte explicou ao “Notícias” que os novos termos propostos têm impacto negativo no negócio, por considerarem que 30 por cento dos custos de produção do alumínio são absorvidos pela electricidade e 50 por cento pela matéria-prima, recurso adquirido no mercado internacional, que também é sujeito a variações.Considerou inviável a proposta apresentada pelo Governo, porque coloca a Mozal, que representa um investimento de dois mil milhões de dólares, numa situação de ter de perder dinheiro. Leia mais… Você pode gostar também



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