INE Registou Aumento de 0,68% Nos Preços em Fevereiro •
advertisemen tO Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que os preços em Moçambique aumentaram 0,68% em fevereiro em relação ao mês anterior, um crescimento inferior ao registrado em janeiro, quando a variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) havia sido de 1,26%, como informou a Lusa. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10), a alta nos preços foi novamente influenciada principalmente pelo setor de alimentos e bebidas não alcoólicas, que contribuiu com 0,37 ponto percentual para a variação mensal do índice. O relatório do INE destaca aumentos em vários produtos de consumo corrente, nomeadamente carvão vegetal (9,8%), tomate (5,5%), carapau (3,1%), couve (8,0%), alface (17,6%), óleo alimentar (1,9%) e cimento (1,2%). No conjunto, esses produtos contribuíram com cerca de 0,43 ponto percentual positivo para a variação mensal do IPC. Segundo o instituto, o comportamento dos preços continua refletindo restrições nas cadeias de suprimentos verificadas no início do ano. Entre meados de janeiro e início de fevereiro, a circulação nas rodovias Nacional Número 1 e 2 foi totalmente interrompida em vários trechos devido às enchentes que afetaram quase 725 mil pessoas, dificultando o transporte de mercadorias entre diferentes regiões do País e pressionando os preços de alguns produtos essenciais. Com o resultado de fevereiro, a inflação acumulada no primeiro bimestre de 2026 ficou em 1,94%, enquanto a variação anual chegou a 3,20%. Dados do IBGE indicam ainda que os preços no País aumentaram 3,23% em 2025, valor inferior ao registrado em 2024 e também abaixo das projeções do governo. Nos últimos dois anos, o País registrou vários meses de queda de preços, com oito períodos de deflação em menos de um ano e meio, sendo quatro entre abril e julho de 2024, retomando as altas mensais a partir de agosto. A inflação acumulada de 2024 ficou em 4,15%, abaixo dos 5,3% registrados em 2023 e distante do pico de quase 13% observado em julho de 2022. Para 2026, o Governo mantém a previsão de inflação em torno de 7%, em um contexto em que os preços continuam sensíveis a choques climáticos, restrições logísticas e à evolução dos mercados internacionais de alimentos e combustíveis.advertisement



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