Irão. Empresas da zona do euro preveem alta de custos de 5,8%

Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa que BCE realizou com 10.544 empresas da zona do euro entre 19 de fevereiro e 1º de abril, publicada hoje. Na pesquisa anterior, do quarto trimestre de 2025, as empresas da zona do euro previram um aumento nos custos de 3,6% e nos preços de venda de 2,9%. Ao mesmo tempo, as expectativas de aumentos salariais das empresas foram modificadas para 2,8% (3,1% na pesquisa do trimestre anterior), acrescentou o BCE. A guerra no Oriente Médio aumentou significativamente os preços de venda das empresas e as expectativas de custos, mas não afetou as expectativas salariais, segundo o banco. As respostas diárias da pesquisa coletadas antes e depois de 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, revelaram que as empresas pesquisadas mais tarde tinham expectativas de custos e preços mais altas. No entanto, o BCE ressaltou que as expectativas de crescimento salarial e emprego permaneceram estáveis. As empresas da zona do euro preveem uma inflação de um ano de 3% (2,6% na pesquisa anterior). Já as expectativas de inflação das empresas para os próximos três e cinco anos também se mantêm em 3%. Tanto as grandes empresas quanto as pequenas e médias empresas (PMEs) da zona do euro, disseram que, no primeiro trimestre de 2026, as taxas de juros dos empréstimos bancários subiram mais. Das entrevistadas, 26% disseram que as taxas de juros dos empréstimos bancários subiram, em comparação com 12% na pesquisa do quarto trimestre de 2025. Ao mesmo tempo, 37% das empresas pesquisadas pelo BC sobre acesso a financiamento observaram aumentos em outros setores, como despesas e comissões (28% na pesquisa anterior), com 14% também citando aumentos nas exigências de garantias (sem variação em relação à pesquisa anterior). As necessidades de empréstimos bancários das empresas da zona do euro permaneceram estáveis no primeiro trimestre do ano. No entanto, as empresas consideraram que a disponibilidade desses créditos bancários diminuiu um pouco e preveem que a disponibilidade de financiamento externo cairá ainda mais nos próximos três meses. Leia Também: BCE assina acordos para explorar soluções para o euro digital



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