Já ouviu falar de “money muling”? É um esquema de fraude e e

Já ouviu falar de “money muling”? Trata-se de um esquema de fraude financeira que tem crescido a um ritmo elevado, especialmente entre jovens, estudantes e pessoas em situações mais frágeis. O problema é que os clientes bancários podem estar a cometer um crime sem se aperceberem. “Mesmo que o nome ainda não lhe soe familiar, o risco é real. A promessa de dinheiro fácil pode esconder um esquema ilegal que envolve transferências de dinheiro ilícito através da sua conta bancária”, explica o site Saldo Positivo, da Caixa Geral de Depósitos. Afinal, o que é o “money muling”? Este esquema “acontece quando alguém usa a sua conta bancária para transferir dinheiro obtido ilegalmente, muitas vezes sem saber que está a participar num crime”. “A pessoa que empresta ou cede a conta é chamada de ‘money mule’ (ou mula de dinheiro), e o objetivo é simples: disfarçar a origem criminosa desses fundos”, pode ler-se. Deve saber que este esquema pode assumir várias formas: “Em alguns casos, há relatos de crianças e jovens envolvidos sem se aperceberem, ao movimentarem dinheiro ilícito através de plataformas de jogos online ou aplicações populares”. “Estes processos fazem parte de esquemas de branqueamento de capitais e são utilizados com frequência por redes criminosas envolvidas em crimes como fraudes online, tráfico de pessoas, usurpação de identidade ou cibercrime”, pode ler-se naquele portal. Importa sublinhar que o “money muling” acontece, “na maioria das vezes, quando alguém convence outra pessoa a receber dinheiro na sua conta bancária e a reenviá-lo para terceiros, muitas vezes prometendo uma comissão fácil em troca”. “O problema? Mesmo que não tenha total consciência de que está a cometer um crime, quem aceita este tipo de pedidos está a colaborar com esquemas ilegais. E isso pode ter consequências sérias, incluindo acusações criminais”, pode ler-se. Como funciona este esquema? Ainda de acordo com o Sando Positivo, o esquema de “money muling” segue, por norma, este padrão: Contacto inicial – “O recrutamento pode ocorrer através de redes sociais; sites de emprego, emails ou até em contacto presencial. Os criminosos apresentam ofertas atrativas, como trabalhos remotos; oportunidades de rendimento extra ou parcerias comerciais”; Promessa de retorno rápido – “A vítima é convencida de que não está a fazer nada de errado. Pedem-lhe que forneça os dados da sua conta bancária ou abrir uma nova conta. A promessa é simples, receber dinheiro, ficar com uma comissão e reenviar o restante”; Transferência de dinheiro – “O dinheiro é transferido para a conta da vítima e rapidamente enviado para outras contas, muitas vezes no estrangeiro ou através de métodos difíceis de rastrear, como criptomoedas ou serviços de transferência instantânea”; Corte de contacto – “Quando o esquema é descoberto, o money mule é quem fica na mira das autoridades. Os verdadeiros criminosos desaparecem”. Atenção! O Saldo Positivo explica que “mesmo que alguém alegue desconhecer a origem ilícita do dinheiro, o envolvimento em money muling pode configurar o crime de branqueamento de capitais, punível com pena de prisão”. “Em 2022, a Interpol, em colaboração com autoridades de 34 países, entre os quais Portugal, lançou uma campanha global de sensibilização sob o lema A tua conta, o teu crime (Your account, your crime). Esta iniciativa reforça a mensagem de que cada titular de conta bancária é responsável pela forma como é utilizada”, conclui o mesmo portal. Leia Também: CMVM vai desenvolver app para investidores (com foco à fraude e burlas)



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