Lei laboral. Dia de “pequenas afinações” enquanto há

A lei trabalhista volta a estar em foco, nesta sexta-feira, no momento em que a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, volta a se reunir com UGT e as quatro confederações para “pequenas afinações”, enquanto a CGTP prevê “milhares nas ruas” em manifestação nacional justamente contra a revisão das regras do trabalho. Estão reunidas “condições” para encerrar negociações sobre legislação laboral Na quinta-feira, à saída da reunião de Concertação Social, a ministra do Trabalho indicou que o encontro serviu para “partilhar com todos os parceiros sociais a última versão” da proposta de revisão de legislação laboral, numa alusão ao facto de a CGTP ter apenas a versão inicial do anteprojeto, apresentada em 24 de julho de 2025. Segundo a governante, esta última versão contempla “todas as matérias que foram pré-consensualizadas” nas reuniões técnicas que têm transcorrido entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais e considerou que estão reunidas as “condições” para “encerrar esse processo negocial”. Por sua vez, do lado dos representantes das centrais sindicais, o secretário-geral da UGT saudou “o retorno das reuniões da Concertação Social” e diz que a central vai “apreciar a proposta”. No entanto, ao contrário da posição da ministra, Mário Mourão sublinha que, pela análise que fez “por alto” ainda se está “longe de um acordo”, dado há “matérias que não estão devidamente consensualizadas”. Já o presidente da CIP defendeu que essa última versão “traduz uma vontade de um equilíbrio nas relações de trabalho” e busca “não perder a paz social”. Armindo Monteiro também quis rebater “quatro pontos”, rejeitando as críticas sobre uma possível liberalização das demissões, um aumento da precarização ou do trabalho não remunerado. Palma Ramalho também confirmou a indicação que havia sido dada pelos líderes das confederações empresariais de que se reunirá nesta sexta-feira com UGT e ‘chefes’ para “pequenas afinações”. Enquanto isso… CGTP espera “milhares de trabalhadores nas ruas” Também hoje, o secretário-geral da CGTP antecipa que vão estar “milhares de trabalhares nas ruas” na manifestação que decorre em Lisboa contra as alterações à lei laboral e avisa que “consoante a dimensão do ataque, maior será a resposta”. Sob o mote “Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor”, a manifestação convocada pela central sindical liderada por Tiago Oliveira terá início às 14h30 no Saldanha, em Lisboa, e termina na Assembleia da República. “Vamos ter milhares de trabalhadores nas ruas de Lisboa a exigir a retirada do pacote laboral”, antecipa o secretário-geral da CGTP, em declarações à Lusa, referindo que as expectativas de adesão “são muito positivas” à luz da mobilização que tem sido feita com plenários e a “distribuição de documentos” informativos junto dos trabalhadores. Lembrando o percurso de “luta firme, segura e com muita confiança” que tem sido feito ao longo dos últimos meses, Tiago Oliveira indicou ainda que foram emitidos vários pré-avisos de greve para garantir a participação de trabalhadores de vários setores. Manifestação nacional convocada pela CGTP pode condicionar diversos serviços públicos, incluindo escolas, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e bombeiros, além de algumas empresas públicas e privadas. Notícias ao Minuto com Lusa | 06:30 – 17/04/2026 Leia Também: CGTP espera milhares nas ruas para “exigir retirada do pacote trabalhista”



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