Lei trabalhista: Distribuidores de alimentos apelam para o retorno

Lei trabalhista: Distribuidores de alimentos apelam para o retorno

“A ADIPA apela à UGT, com quem tem alcançado nos últimos anos importantes acordos, em sede de negociação coletiva, e às demais associações patronais envolvidas para que retomem as negociações e envidem todos os esforços no sentido de chegar a um acordo”, disse, em comunicado. A associação ressaltou que o diálogo social é fundamental para encontrar soluções equilibradas, que defendam os trabalhadores, empresas e o desenvolvimento econômico. Por outro lado, ele considerou que a interrupção do processo de negociação vem em um momento “particularmente sensível” para a economia e, em especial, para setores estratégicos como o comércio e a distribuição de alimentos. Citado na mesma nota, o secretário-geral da ADIPA, Luís Brás, observou que a Concertação Social é um “instrumento essencial para a estabilidade das empresas e para a preservação do emprego”. A ADIPA, que é membro da CCP — Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, também afirmou que um acordo no âmbito da reforma trabalhista é fundamental para fortalecer a competitividade das empresas e garantir previsibilidade. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse, na segunda-feira, em declarações à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento. À Lusa, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse que a proposta de reforma laboral que esteve em debate segunda-feira no Ministério do Trabalho “não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo”, mas escusou-se a confirmar a ruptura. Por sua vez, o Governo acusou a UGT de estar “absolutamente intransigente” nas negociações sobre a reforma laboral, prometendo “realizar todos os esforços para que seja possível um acordo”, disse à Lusa fonte do executivo. A CCP disse que não está prevista a continuidade das negociações sobre a proposta de legislação trabalhista, após não ter sido possível chegar a um acordo, cabendo agora ao Governo se posicionar. “Não está previsto. O Governo vai agora definir uma posição: se leva a legislação à Assembleia da República e em que formato, se o inicial ou se algumas contribuições vão ser incorporadas. Ficou nesse ponto”, afirmou o presidente da CCP, João Vieira Lopes, em declarações à Lusa. Leia Também: Angola ainda importa milho apesar de ter aumentado produção do cereal

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