Lei trabalhista? “Portugal está um bocadinho cansado” das

Lei trabalhista? "Portugal está um bocadinho cansado" das

“Esperamos concluir rapidamente este processo, porque acreditamos que Portugal está um bocadinho cansado desta negociação”, disse o presidente da CIP, Armindo Monteiro, à entrada da reunião entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais, que decorre hoje no Ministério do Trabalho, em Lisboa, sobre as alterações à lei laboral. Armindo Monteiro também mencionou que esperava concluir “esse processo hoje” e indicou que, “assim que esse processo” de negociação terminar, a confederação vai propor “um plano” de renda, tendo em vista aumentar os salários e fazer a economia crescer. “O primeiro-ministro propôs há relativamente pouco tempo a subida do salário mínimo e aparentemente ninguém ligou a esse objetivo, pois nós queremos dizer que ligamos e queremos contribuir para que ele seja possível”, rematou. Em 06 de dezembro, o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, aumentou os objetivos salariais para o país, falando agora em 1.600 euros de salário mínimo e 3.000 euros de médio, um dia após mencionar valores inferiores. O Governo tem tido várias reuniões técnicas com as quatro confederações patronais (CIP, CCP, CTP e CAP) e a UGT para negociar as mais de 100 alterações à lei laboral, sendo que a CGTP, que também tem assento nesta sede e chegou a apresentar uma contraproposta numa reunião bilateral a 03 de setembro, não tem sido convocada para os encontros, com o executivo a argumentar que a central sindical se colocou desde o início à margem das negociações ao pedir a retirada da proposta da discussão. Desde que o anteprojeto de reforma, intitulado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025, já foram realizadas mais de 50 reuniões (plenárias, trilaterais e bilaterais), tendo sido possível consensualizar mais de 76 artigos, dos quais 24 propostos pela UGT, indicou à Lusa uma fonte ligada ao processo. As restrições à ‘terceirização’, o retorno do banco de horas individual, a duração do prazo dos contratos ou a reintegração em caso de demissão ilícita, apontadas como medidas ‘linhas vermelhas’ para a UGT, são algumas das mudanças que ainda estarão no centro da discussão para se chegar a um eventual consenso. A decisão final sobre um possível acordo sempre terá que passar por uma reunião plenária de Concertação Social, e o secretário-geral da UGT vem ressaltando que a ratificação de qualquer decisão da central sindical terá que ser levada ao secretariado nacional. Depois de reunir na sexta-feira os presidentes e secretários-gerais dos sindicatos, a UGT decidiu marcar um secretariado nacional para 9 de abril, confirmou à Lusa fonte da central sindical. Mesmo que não haja acordo em sede de Concertação Social, a ministra do Trabalho já garantiu que o governo vai “aproveitar as contribuições” dos parceiros sociais e da sociedade civil que o executivo considerar relevantes no anteprojeto que será convertido em proposta de lei. Leia Também: Governo, UGT e patrões voltam a se reunir hoje sobre reforma trabalhista

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