Maior sindicato dos Registos de fora de acordo com Governo

“O STRN quer um acordo, mas um acordo sério, sem retrocesso profissional”, disse hoje à Lusa o presidente do sindicato, Arménio Maximino, acrescentando que a rejeição da proposta do Governo foi defendida por 97,6% dos associados presentes na Assembleia Geral Extraordinária que decorreu no sábado, em Lisboa. Em questão, explicou o dirigente, está principalmente o fato de a proposta do governo não resolver as “assimetrias salariais” na carreira especial dos conservadores e oficiais de registros. Armênio Maximino acrescentou que o STRN já pediu uma rodada suplementar de negociações para apresentar uma contraproposta e conseguir obter um acordo “equilibrado, viável” e que invista nos trabalhadores. O governo assinou hoje um acordo com “cinco dos sete sindicatos representantes das carreiras especiais de registrador e oficial de registro do Instituto de Registros e Notariado”, que “contempla aumentos salariais relevantes para os trabalhadores”, com efeito em 1º de julho de 2025, anunciou o Ministério da Justiça. Na nota, o ministério tutelado por Rita Alarcão Júdice defende que o acordo “responde às principais solicitações” dos conservadores e oficiais de registros e “mitiga as situações de assimetria salariais criadas na revisão de 2019”. Para o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Sintap), uma das estruturas que firmaram o acordo, a solução encontrada permitirá “corrigir a injusta situação profissional e remuneratória vivida desde 2018 por cerca de 260 oficiais de registro oriundos da antiga carreira de escriturário”. Em comunicado, o Sintap destaca ainda o fato de o acordo “deixar aberta a porta” para a negociação de “outras matérias importantes, como o SIADP (avaliação de desempenho) adaptado, os emolumentos e a valorização dos trabalhadores do IRN das carreiras gerais”, ressalta. O Governo foi representado na celebração do acordo por Rita Alarcão Júdice e pela secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido. As negociações começaram em julho. Leia Também: Mudança na liderança dos Registros é “oportunidade para melhorar serviço”



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