Mais uma: Lufthansa entrega proposta não vinculativa pela

“Confirmamos que submetemos uma proposta não vinculativa pela TAP Air Portugal”, disse fonte oficial do grupo alemão à Lusa. Nesta semana, a Lufthansa já havia reiterado que permaneceria na corrida pela venda da venda de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, ficando qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador. A confirmação oficial da Lufthansa da entrega da proposta à Parpública, empresa estatal responsável pela gestão das participações do Estado, segue a da Air France-KLM que anunciou logo pela manhã que havia avançado com uma oferta. Esse posicionamento dos dois grupos vem em um momento em que persistem dúvidas sobre a posição da IAG, dona da Iberia e British Airways. Na semana passada, após notícias da Bloomberg darem conta de que a IAG poderia não avançar com uma proposta, fonte oficial do grupo indicou apenas que, de acordo com o processo, tinha até hoje para tomar uma decisão. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, a IAG considera que a opção de Portugal vender apenas uma participação minoritária da companhia aérea não se encaixa na estratégia do grupo. As propostas não vinculantes têm que incluir agora um componente financeiro, como o preço oferecido pelas ações e mecanismos de valorização futura (‘earn outs’). Além disso, os interessados também terão de apresentar planos industriais e estratégicos, sinergias e garantias de preservação do status da TAP como operadora aérea da União Europeia Concluída a fase de propostas não vinculantes, a Parpública terá 30 dias para elaborar um relatório para submeter ao governo. Caso sejam solicitados esclarecimentos aos proponentes, o prazo será suspenso até a resposta ou o término do prazo fixado. O Conselho de Ministros selecionará, com base no relatório da Parpública, as candidaturas consideradas mais adequadas e convidará as escolhidas a apresentar propostas vinculantes na terceira etapa do processo, com prazo máximo de 90 dias, contados a partir do envio do convite. O Conselho de Ministros pode, no entanto, determinar na carta convite um prazo para apresentação de propostas vinculativas inferior a 90 dias. Após a apresentação das propostas vinculantes, a Parpública terá outros 30 dias para preparar um relatório final e será com base neste documento que a melhor proposta será selecionada ou uma fase de negociações poderá ser iniciada para apresentação de propostas vinculativas aprimoradas e finais. Em seguida, o Estado convocará a assembleia geral da TAP para aprovação de deliberações necessárias à implementação da privatização e à implementação do plano industrial e estratégico acordado. O Governo tem afirmado que espera ter o processo para a privatização da companhia aérea – que inclui também a Portugália e a Unidade de Cuidados de Saúde TAP – concluído até o verão, mas o calendário final ainda depende de autorizações regulatórias, nomeadamente da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia. (Notícia atualizada às 15h22) Leia Também: “Marca valiosa”. Air France-KLM submete proposta não vinculativa pela TAP



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