Mário Centeno deixa Banco de Portugal e se aposenta

Mário Centeno deixa Banco de Portugal e se aposenta

O ex-governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, assinou esta semana um acordo que lhe permite deixar o órgão e se aposentar. A notícia é avançada pelo jornal ECO, que deu conta de que a iniciativa foi promovida pelo próprio banco, ainda que Centeno já cumprisse os requisitos para aceder à reforma. Governador de 2020 a 2025, Centeno deve, agora, se dedicar ao ensino universitário. Segundo o mesmo veículo, o economista será professor convidado na Universidade de Miami, nos Estados Unidos, nas próximas três semanas. Depois, voltará ao Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa, onde já era docente. Vale lembrar que, em setembro passado, o ex-ministro da Economia apontou ser “evidente” que permaneceria no banco central como consultor, tendo em vista sua carreira de 35 anos. “É evidente que eu vou ficar no Banco de Portugal. Eu estou no Banco de Portugal há 35 anos. (…) O senhor deputado sabe o que são 35 anos? O senhor deputado sabe o que são 35 anos de uma carreira? O senhor deputado está disponível para respeitar uma carreira de 35 anos?”, atirou, após ter sido questionado por Alberto Fonseca (PSD) e Paulo Núncio (CDS-PP), numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP). Nessas funções, Centeno recebia um salário bruto de cerca de R$ 17 mil, segundo o ECO. Note-se ainda que Centeno foi consultor da administração do BdP entre dezembro de 2013 e novembro de 2015, após deixar o cargo de diretor adjunto do Departamento de Estudos Económicos do BdP, antes de ser ministro das Finanças nos governos de António Costa. (Notícia atualizada às 19h03) O mandato de Mário Centeno à frente do Banco de Portugal (BdP) chega ao fim, após cinco anos marcados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia e com um final conturbado, com algumas discordâncias com o ministro das Finanças. Lusa | 18:32 – 24/07/2025

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