Metrobus do Porto arranca hoje fase experimental após ano e

A fase experimental começa hoje e o serviço, gratuito por um mês, operará entre 6h e 22h, com frequências de 10 minutos nos horários de pico e 15 minutos nos demais horários, frequências previstas também para o serviço comercial que começa em 1º de abril, sendo tempos abaixo do previsto quando do anúncio do projeto, em 2021. O metrobus é um ônibus a hidrogênio que circulará nas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista (nesta em via dedicada) e o serviço entre Casa da Música e Império tem duração prevista de 12 minutos, com parada nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros. Por enquanto, fica de fora a extensão serviço até a Anémona, com paradas em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em obras. O conjunto de veículos e o sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros, e o hidrogênio está previsto para ser produzido na estação de coleta da STCP na Areosa, também ainda em obras. Por enquanto, o abastecimento será feito em São Roque da Lameira. A empreitada no terreno custou cerca de 76 milhões de euros. A cidade aguardava há um ano e meio pela entrada ao serviço do metrobus, uma vez que no dia 23 de agosto de 2024 a Metro do Porto anunciou que “a empreitada do metrobus ficou terminada”, com exceção dos acabamentos nas estações, paisagismo e jardinagem, mas o serviço não pôde ser logo implementado devido ao atraso na chegada dos veículos. A demora remonta à anulação da primeira concorrência pública para aquisição dos ônibus e do sistema de produção de hidrogênio ‘verde’, que foi lançado em dezembro de 2022 e repetido em julho de 2023, oito meses depois. Com a obra terminada mas sem ônibus, o canal do metrobus na Boavista foi aproveitado como ciclovia, com movimentos e associações do setor instando as autoridades competentes a repensar o projeto “como um todo”, já que foram mantidas duas faixas para carros e nenhuma para meios de mobilidade suave, apesar de seu uso. A Metrô do Porto foi anunciando que estava tentando receber os veículos até o final de 2024, em janeiro, fevereiro e depois maio de 2025, mas o primeiro teste acabou acontecendo apenas em junho. Os sucessivos atrasos levaram a polêmicas públicas entre a Câmara do Porto e a Metro do Porto durante meses, incluindo trocas de acusações entre os respectivos presidentes (Rui Moreira e Tiago Braga), marcando também a campanha para as eleições autárquicas de outubro do ano passado. O candidato do PSD/CDS-PP/IL Pedro Duarte, eleito presidente da Câmara, lançou uma petição para alterar a segunda fase do projeto (depois da Câmara ter proposto o mesmo à Metro) e entrou com uma providência cautelar para parar as obras da segunda fase (incluindo um corte de árvores que estava previsto), o que acabou acontecendo quando seu apoiador Emídio Gomes chegou à presidência da Metro, e as obras acabaram sendo retomadas em novembro. A polêmica também levou ao atraso na assinatura do memorando entre prefeitura, Estado, Metrô e STCP sobre o projeto, que acabou acontecendo apenas em dezembro de 2025, e os últimos meses também ficaram marcados pela polêmica da inversão de marcha na contramão em frente à Casa da Música, para evitar contorno da rotatória da Boavista. Em janeiro de 2023 havia sido acordada entre a Câmara e Metro essa solução, acabando por ser abandonada em 2025 com a justificativa de testes insatisfatórios. Em dezembro, Emídio Gomes confirmou que o veículo iria mesmo dar a volta na rotatória da Boavista, “mas para garantir que a operação ocorra nos tempos previstos – penalizando a eficiência, mas garantindo a operacionalidade e os objetivos – haverá uma redundância de um veículo suplementar” em permanência na Casa da Música. Leia Também: Frequência do metrobus gaúcho será menor que a anunciada no início



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