Ministra do Trabalho sai ao ataque contra… Seguro:

Hoje há nova ronda de negociações sobre lei laboral: O que

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, disse, nesta terça-feira, que uma declaração feita pelo então candidato à Presidência da República António José Seguro teve impacto direto no processo de negociação da revisão trabalhista, considerando mesmo que acabou “empoderando a UGT”. A governante considera mesmo que as declarações de Seguro tornaram mais difícil alcançar de um acordo. Em declarações à Antena 1, a governante não responsabiliza o agora presidente da República, mas entende que António José Seguro “empoderou a UGT no sentido que tornou dispensável chegar a um acordo”. “O presidente iria querer exatamente o contrário”, que era sentar os parceiros à mesa para negociar, usando até a expressão “entusiasmar para um acordo”. No entanto, entende que com as declarações do então candidato a Belém, “a UGT foi legitimada a não celebrar o acordo, como ocorreu”. O diploma de revisão da lei trabalhista que foi aprovado pelo governo está chegando à Assembleia da República e a ministra do Trabalho coloca alguma pressão no presidente da República: “Confio que o presidente vai exercer os poderes constitucionais em conformidade com o texto que lhe chegar”. Questionada se considera que “o Presidente tem margem política para voltar atrás na sua palavra, se a reforma não tiver um apoio abrangente”, a ministra respondeu, ainda em declarações à Antena 1, que “nunca se tratará de voltar com a palavra atrás” e acrescentou: “Se for uma reforma que corresponde à maioria do Parlamento tem toda a margem”. Revisão da lei trabalhista vai “a meio do jogo” e PR terá de analisar diploma final A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social já havia defendido que o processo de revisão da lei trabalhista ainda está “a meio do jogo” e considerou que o presidente da República terá de analisar a “versão final” do diploma. Maria do Rosário Palma Ramalho falava no final da coletiva de imprensa da reunião do Conselho de Ministros, que aprovou a proposta de lei de revisão da legislação trabalhista. “Temos aqui, como eu disse, um jogo com duas metades. A primeira metade já foi decorrida, foi a fase da concertação social. Agora vamos para a segunda, que é naturalmente a fase parlamentar”, disse, recusando classificar, desde já, esse processo como um fracasso. A ministra apelou aos partidos, sobretudo PS e Chega, que olhem de “forma não preconceituosa” para a proposta de lei do Governo — que chegará ao parlamento “muito brevemente, nos próximos dias”. Questionada se o processo de negociação parlamentar não pode ser perda de tempo, já que o presidente da República disse que vetaria a lei se ela não tivesse acordo da UGT, a ministra manifestou outro entendimento. A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social defendeu hoje que o processo de revisão da lei laboral ainda está “a meio do jogo” e considerou que o presidente da República terá de analisar a “versão final” do diploma. Lusa | 17:18 – 14/05/2026 Leia Também: Governo quer jornada de trabalho contínua para pais e avós: Como?

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