Ministro das Finanças da zona euro discutem hoje impactos da

Ministro das Finanças da zona euro discutem hoje impactos da

O encontro — no qual Portugal será representado pelo ministro português da tutela, Joaquim Miranda Sarmento — começa com um debate sobre a evolução macroeconômica na área do euro, e os governantes da moeda única devem debater como enfrentar os aumentos dos preços da energia e das pressões inflacionistas devido à guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, que começou há uma semana. Numa altura em que os preços petróleo e do gás natural já registam subidas (o petróleo a subir mais de 10% e o gás europeu a sofrer aumentos ainda mais acentuados), teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente. Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia – especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial – tende a gerar choques nos mercados internacionais de energia e a elevar os preços. Os aumentos resultam tanto de interrupções na produção e transporte de energia como da incerteza geopolítica que leva investidores e empresas a antecipar escassez futura, podendo também afetar os preços da eletricidade (dado o gás pesar em tal formulação), transportes e produção industrial. O Banco Central Europeu (BCE), responsável pela estabilidade dos preços na área da moeda única, já alertou que a alta dos preços da energia pode gerar pressões inflacionárias na zona do euro. De acordo com o BCE, uma guerra prolongada no Oriente Médio poderia elevar a inflação e reduzir o crescimento econômico, à medida que os custos mais altos de energia se espalham por toda a economia. A incerteza política relacionada à guerra também pode reduzir o investimento, perturbar as cadeias de suprimentos e aumentar os custos de transporte global, consequências que são mais pronunciadas quanto maior a duração do conflito. Uma escalada prolongada da guerra no Oriente Médio representa um risco significativo para a estabilidade macroeconômica europeia. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Irã fechou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Barém, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia. Leia Também: Irã será o “maior perdedor” se continuar atacando países árabes

Publicar comentário