Montenegro minimiza previsão de déficit da Comissão

Montenegro minimiza previsão de déficit da Comissão

“Temos uma estrutura de poder público, local, regional e nacional, suficientemente fortes e fortalecidos para, mesmo neste contexto de dificuldade, podermos contrariar esta previsão”, afirmou Luís Montenegro, durante o discurso da inauguração do Hospital CUF Leiria. O chefe do executivo considerou que “não há razão para dramatizar a situação”. “Pelo contrário, há razão para estarmos conscientes, para termos senso de responsabilidade e prudência, mas ao mesmo tempo muita confiança”, acrescentou. No dia em que inaugura a CUF e foi aprovado em Conselho de Ministros a transformação do Politécnico de Leiria em Universidade de Leiria e Oeste, Luís Montenegro acrescentou que também se ficou a saber “as previsões económicas da Comissão Europeia, que para Portugal perspetivam um ligeiro agravamento da situação económica e financeira, isto é, uma taxa de crescimento económico um pouco aquém, muito pouco de resto, daquilo que era a previsão inicial”. Segundo o primeiro-ministro, fruto da depressão Kristin e da incerteza internacional, a Comissão Europeia entende que Portugal pode fechar o ano “com um ligeiro déficit, no caso dessa previsão, de 0,1%”. Considerando que o Governo “tem os pés bem assentes na terra”, o governante destacou a vitalidade das instituições “públicas, privadas, do setor social, do poder autárquico municipal, da capacidade empreendedora, da resistência e resiliência” demonstrada enquanto comunidade. “Eu mesmo já tinha antecipado que este ano seria um ano mais difícil do que a gente vislumbrava. Mas quero dizer a vocês que confio que em 2026 vai acontecer o que aconteceu em 2025 e já tinha acontecido em 2024: mesmo com essas previsões, vamos chegar ao final do ano e vamos superar um exercício que é legítimo e normal de antecipação do que ainda não aconteceu”, observou. Luís Montenegro acrescentou que o governo não tem “nenhuma obsessão com a situação financeira superavitária do país” e que não está “obrigado, por nenhuma razão, a ter um desempenho que resulte em superávit fiscal no final do ano”. A Comissão Europeia está mais pessimista que o Governo e antecipa que Portugal passará de superávit a um déficit de 0,1% do PIB (produto interno bruto) em 2026, com o impacto dos apoios após tempestades e reduções de impostos. Segundo as previsões econômicas de primavera, divulgadas hoje, Bruxelas prevê déficit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e de 0,4% do PIB em 2027, assumindo a manutenção das políticas, enquanto o governo projeta saldo fiscal nulo neste ano. Em 2026, a queda prevista reflete o impacto das medidas de apoio do governo tomadas em resposta à série de tempestades de janeiro e fevereiro, explica o executivo comunitário. Leia Também: Montenegro quer um “Portugal com menos buracracia”

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