Montenegro diz que Governo não tem “nenhum fetiche” com leis

Montenegro diz que Governo não tem "nenhum fetiche" com leis

Em Braga, na abertura da Cúpula da Indústria, onde foi recebido com uma manifestação da União de Sindicatos local contra a reforma trabalhista, Montenegro disse que, muitas vezes, quem protesta não percebe que também faz parte da empresa e que a valorização da empresa é a valorização de todos os seus elementos, inclusive os trabalhadores. “Não temos nenhuma pretensão de retirar direitos de ninguém. Nós temos é a pretensão de cada um exercer os seus direitos da forma mais equilibrada possível para todos sermos beneficiários do resultado final”, referiu. O primeiro-ministro considerou que Portugal tem a 38ª lei trabalhista “mais rígida” em 39 países analisados ​​pela OCDE. “Se tivermos leis trabalhistas mais dinâmicas, as empresas serão mais propensas a poder ser, também elas, mais lucrativas e nosso sistema econômico mais capacidade de atrair ainda mais investimentos”, acrescentou. Ele defendeu, por exemplo, que uma economia moderna “não pode ter um modelo de proibição da `terceirização´” e que o banco de horas não pode ser apontado como um retrocesso civilizatório. “Não temos nenhum fetiche com as leis trabalhistas (…), mas queremos que a nossa legislação trabalhista, sem nenhum tipo de revolução, acompanhe os sinais dos tempos”, disse ainda. O chefe do governo confessou que fica “manifestamente preocupado” não por ter pessoas na porta protestando em nome de sua central sindical contra a reforma trabalhista, mas sim se não houver a capacidade de perceber que “há algumas coisas que podemos fazer e que vão se traduzir e benefício de todos”. Para Montenegro, Portugal “tem capacidade” de crescer 3,5 ou 4 por cento ao ano “e de forma consecutiva” e “vale a pena criar instrumentos” que facilitem esse crescimento. Leia Também: PS se compromete a apresentar propostas para a Saúde: “Alternativa”

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