Montenegro rejeita fixar já limites às margens de lucro das

Em resposta ao porta-voz do Livre Rui Tavares, durante o debate quinzenal no parlamento, Luís Montenegro afirmou que além das medidas já em vigor e anunciadas, o Governo está a “fazer um trabalho de preparação de outras medidas que possam vir a ser necessárias”. “Não vamos tomá-las de um dia para o outro, já estamos antecipando a possibilidade de podermos tomá-las. Eu não vou aqui revelá-las porque evidentemente isso só fará sentido se as circunstâncias exigirem”, acrescentou Montenegro, que disse entender que as medidas já tomadas “são aquelas que se adequam ao justo equilíbrio entre a situação que vivemos, a possibilidade do agravamento da situação e a manutenção do nosso equilíbrio financeiro”. Momentos antes, o deputado Rui Tavares havia questionado o chefe do Executivo sobre medidas como a fixação de margens máximas de lucro para empresas petrolíferas, proposta hoje pelo Livre e prevista em lei, mas isso foi descartado por Montenegro por enquanto. O primeiro-ministro explicou que o Governo deu orientações para que a entidade reguladora fizesse uma “apreciação sobre o mecanismo de formação de preços que está hoje em vigor em Portugal e também ações de fiscalização pela ASAE”. “Chegamos à conclusão de que não há, efetivamente, preços especulativos em nosso mercado. E, portanto, não vemos necessidade neste momento de tomar uma medida dessa natureza”, argumentou. Quanto à proposta apresentada pelo Livre de um passe multimodal nacional, que abranja vários tipos de transporte, desde trens, ônibus e barcos, Montenegro afirmou que essa é uma ideia na qual o Governo “vem trabalhando” e que em certa medida já se aplica nas áreas metropolitanas. No entanto, a exemplo do que ocorreu com o passe verde ferroviário — proposta do Livre que o governo adotou -, Montenegro manifestou abertura para cogitá-la, considerando que “é uma ideia interessante”. Momentos antes, o deputado Rui Tavares fez referência à intervenção do líder do Chega, André Ventura, sobre a eleição dos órgãos externos da Assembleia da República, que tem sido sucessivamente adiada pelos partidos. Tavares acusou o Chega de ter “um histórico brilhante” quando o assunto é nomear pessoas e disparou: “Estamos todos esperando para ver qual é o Miguel Arruda, que vai ser nomeado para o Tribunal Constitucional, qual é a Mafalda Livermore, que vai ser nomeada para o Tribunal Constitucional”. Diante de protestos da bancada do Chega, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, pediu aos deputados do partido liderado por André Ventura que soubessem ouvir as críticas que lhes eram dirigidas, já que anteriormente também as haviam feito. Rui Tavares questionou então o primeiro-ministro sobre se está “disponível para uma escolha de perfis técnicos, publicamente prestigiados e transparentes, que passe por este parlamento e que não seja partidarizada”. Na resposta, Montenegro respondeu como líder do PSD, ressaltando que o primeiro-ministro não tem influência nessa eleição do parlamento e reiterou o que já havia dito anteriormente. O chefe do executivo ressaltou que só pode desejar “que a ponderação que o parlamento está fazendo entre as bancadas possa produzir uma decisão que possa compaginar simultaneamente a escolha de pessoas que são credíveis, que são manifestamente meritórias do ponto de vista de suas qualificações e qualificações, e a iniciativa de propô-las, que é apenas essa a participação que compete aos partidos”. “E desse ponto de vista, em termos de capacidade de iniciativa, deve no nosso entendimento, no meu entendimento, dar-se também expressão à representação da vontade popular. Isso me parece que é inegável”, acrescentou. (Notícia atualizada às 17h48) Leia Também: Aeroporto Ben-Gurion atingido por “destroços” de mísseis iranianos



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