Moçambique Sem Casos Activos Após Seis Meses do Anúncio do
advertisemen tO Ministério da Saúde (MISAU) avançou que Moçambique não regista actualmente casos activos de Mpox, seis meses depois do anúncio do surto da doença. Contudo, as autoridades sanitárias ainda mantêm sob seguimento um caso suspeito. Segundo uma informação divulgada pela Lusa, apesar deste cenário “animador”, não se pode ainda declarar oficialmente o fim do surto, uma vez que é necessária a contabilização de 60 dias consecutivos sem casos positivos, conforme a explicação da Direcção Nacional de Saúde Pública. A Mpox é uma doença viral zoonótica, identificada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo, causada por um vírus que pode ser transmitido entre animais e seres humanos. No actual surto, que afecta a região da África Austral desde Janeiro, já foram notificados 77,5 mil casos em 22 países, que resultaram em 501 óbitos. Em Moçambique, o primeiro caso foi notificado em Outubro de 2022, com um doente em Maputo. Desde então, as autoridades reforçaram a vigilância epidemiológica e a capacidade de diagnóstico, com o objectivo de travar a propagação da doença no País. Desde 11 de Julho de 2025, o País contabilizou 1887 casos suspeitos, dos quais 1886 foram testados, tendo sido confirmados 91 casos positivos de Mpox, sem registo de óbitos, ou seja, todos os doentes foram dados como recuperados. A maioria dos casos positivos foi registada na província de Niassa, no norte de Moçambique, considerada o epicentro do surto, com 80 infecções confirmadas. Foram ainda identificados um caso em Cabo Delgado, quatro na província de Maputo, três em Tete e três em Manica. No ano passado, o Governo, reunido em sessão de Conselho de Ministros, garantiu que Moçambique receberia vacinas, em Setembro, para conter um possível cenário de alastramento de casos de Mpox. “O Ministério da Saúde passará a receber um determinado tipo de vacina para ser usada em grupos de risco e em casos de prevenção, bem como garantir a existência de reservas”, explicou o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa. Impissa disse ainda, na altura, que as autoridades sanitárias estavam a avaliar um outro tipo de medicamento adequado para adquirir face a uma eventual emergência, sendo que as medidas em curso para conter a doença estão a ser eficazes, apelando ao isolamento dos casos positivos.advertisement



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