“Não há desculpas para autarcas não fazerem obras” de

“Nas zonas de menor resiliência hídrica nós estamos a financiar a 100% os projetos da água, complementando programas operacionais com o Fundo Ambiental, como é o caso do Algarve, (…) portanto não há desculpas para os autarcas não fazerem as obras, vão ter financiamento a 100%, já foi assinado o protocolo a partir de 01 de janeiro de 2026”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. A governante respondia a perguntas dos deputados, após a sua intervenção no debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), no parlamento. Relativamente às perdas de água, “uma das primeiras prioridades da (estratégia) Água que Une”, Maria da Graça Carvalho salientou que está atualmente em curso um conjunto de obras por todo o país. Questionada pelo deputado Jorge Miguel Teixeira (IL) sobre a disponibilização dos relatórios de gestão e contas do Fundo Ambiental no ‘site’, para que seja do conhecimento público de que forma são aplicados os cerca de 500 milhões de euros arrecadados, a ministra assegurou que essa “transparência” é um dos objetivos da nova Agência para o Clima, que irá gerir o Fundo Ambiental e outros fundos. “Temos todos os valores que vão ser muito rapidamente postos no ‘site’ da nova agência e, para lhe dizer, na área dos transportes, nós durante 2026 estamos a prever 529 milhões de euros, que é praticamente igual ao que pusemos este ano, só em passes são 490 euros que nós damos para os passes, do Fundo Ambiental”, sublinhou a governante. Na área da energia, Maria da Graça Carvalho salientou, na sua intervenção inicial, que o Governo vai continuar a reforçar as redes elétricas, a apostar em mais armazenamento de eletricidade, a facilitar o acesso às redes em zonas de grande procura e a simplificar os licenciamentos de projetos, por forma a atrair mais investimento. Sobre o financiamento destas medidas, a ministra sinalizou que as tarifas garantidas herdadas “do passado” e que eram suportadas pelos consumidores estão a acabar. “Vão acabando sucessivamente, o que nos dá a possibilidade de baixar o preço da eletricidade e fazer investimentos na rede e na eletricidade”, apontou. Leia Também: Governo quer reforçar programa E-Lar com 50 milhões de euros



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