Não se esqueça: Vem aí nova greve no Metrô de Lisboa,

Na terça-feira, 14 de abril, há mais uma greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, a segunda neste mês, e o impacto deve começar a ser sentido já hoje, a partir das 23h, segundo informações disponibilizadas pela transportadora. Não foram decretados serviços mínimos. “Em relação à greve marcada para o dia 14 de abril, estima-se que o serviço de exploração encerre às 23h do dia 13 de abril (2. ªf), com retoma prevista para as 06h30 do dia 15 de abril (4. ªf)”, pode ler-se num comunicado partilhado no site do Metro. Assim como na semana passada, o Metrô “prevê a paralisação de seu serviço de transporte e o fechamento das estações”. “O Metro de Lisboa agradece a compreensão e lamenta eventuais inconvenientes que esta paralisação possa causar”, pode ainda ler-se na nota divulgada. A greve é de 24 horas e não foram decretados serviços mínimos – conforme decisão do Tribunal Arbitral constituído no Conselho Econômico e Social, que determinou apenas a prestação de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações -, apesar do pedido da administração do Metrô de São Paulo. Na semana passada, greve no Metro de Lisboa teve adesão total A greve do Metropolitano de Lisboa registou, na quinta-feira, a adesão da totalidade dos trabalhadores das categorias profissionais abrangidas pelo pré-aviso de greve, o que provocou o encerramento do serviço, disse à Lusa fonte sindical. Segundo Sara Gligó, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o pré-aviso de greve englobava inspetores, encarregados do Posto de Comando Central, Sala de Comando Central e Comando de Energia e da Tração. De acordo com a sindicalista, durante o dia de quarta-feira o sindicato se reuniu com a empresa “para tentar resolver a questão da greve e, embora a empresa já tenha feito um esforço em se aproximar das pretensões dos trabalhadores”, ainda não chegaram para ser aceitas por eles. “Até o momento de apresentação do pré-aviso (de greve) tivemos várias reuniões com o Conselho de Administração da empresa para destravar as questões mais prementes para esse conjunto de categorias”, explicou Sara Gligó, acrescentando que “houve diálogo e a empresa tentou vir ao encontro do que os trabalhadores querem”. Após a reunião, e já por volta das 23h, o sindicato ainda conversou com os trabalhadores, “não propriamente em plenário”, mas foi informado o resultado da reunião com a empresa, e “manteve-se a greve” de 24 horas, acrescentou a dirigente sindical. Sara Gligó reiterou não estarem em causa aumentos salariais nestes dois dias de greve, mas sim “questões de serviço, condições de trabalho, formação de trabalhadores para as categorias em greve e o retirar de algumas funções”. “Há algumas situações de assédio laboral e, não sendo garantido o número de vagas que nós entendemos que ainda faltam, que remontam, inclusive, a acordos de 2019, existe supressão de alguns postos de trabalho, tendo alguns dos trabalhadores, nesta altura, de fazer o trabalho de duas chefias”, precisou a sindicalista. Embora reconhecendo que a empresa tenha atendido a “algumas pretensões”, Sara Gligó disse que há um conjunto de questões “muito específicas, como trocas diretas entre trabalhadores, que neste momento a empresa não está aceitando”. A questão das funções das chefias e o fato de não estarem “garantidas que não haverá mais situações de assédio laboral a esses trabalhadores”, são outros motivos de descontentamento dos funcionários em greve, acrescentou. Leia Também: Metrô fechado por conta da greve: “Adesão total dos trabalhadores atendidos”



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