“Moçambique Tem Capacidade Para Conter Surto de Mpox”,
As autoridades sanitárias asseguram que o País dispõe de capacidade técnica e laboratorial para responder ao surto de mpox (monkeypox), com cerca de quatro mil testes disponíveis, realizados localmente. No actual surto, no distrito de Lago, província do Niassa, já foram realizados mais de 50 testes, tendo sido confirmados 13 casos, todos clinicamente estáveis.
“Temos capacidade boa para fazer a testagem. A questão da testagem está garantida para o nosso País”, afirmou Filipe Murimirgua, coordenador do Centro Operativo de Emergências em Saúde Pública (COESP), em entrevista à agência Lusa.
Apesar de o surto estar localizado na região norte, junto às fronteiras com o Maláui e a Tanzânia, foram já reportados casos suspeitos em Maputo, Cabo Delgado, Zambézia, Manica e Tete, com as autoridades a destacarem melhorias significativas na organização e resposta, comparativamente ao surto de 2022.
A mpox é uma doença viral zoonótica, identificada pela primeira vez em 1970 na República Democrática do Congo. Na actual vaga, que atinge a África Austral, foram notificados 77 458 casos em 22 países, com 501 óbitos, desde 1 de Janeiro.
Moçambique registou o primeiro caso em Outubro de 2022, em Maputo. Desde então, o País investiu no reforço da capacidade laboratorial, com testes disponíveis em todas as capitais provinciais. Além dos quatro mil testes, há ainda mil reagentes destinados à identificação de estirpes do vírus. “Há uma capacidade enorme de testagem, ainda subutilizada”, sublinhou Filipe Murimirgua.
O coordenador do COESP afirmou que a principal dificuldade reside no isolamento de casos positivos e suspeitos, dada a estabilidade clínica da maioria dos doentes, o que leva muitos a manterem as suas rotinas diárias. “Se tivermos a colaboração da população, ainda há condições de contermos o surto naquela região”, apelou.
Em Maputo, a 2300 quilómetros da zona afectada, a perceção pública sobre o mpox ainda é limitada. Albino Paulo, de 56 anos, afirmou saber pouco sobre a doença e pediu mais campanhas de sensibilização. Aureliana Felipe, camponesa de 75 anos, comparou os cuidados com os da varíola tradicional, falando do uso de plantas como a cacana e o eucalipto para a prevenção.a d v e r t i s e m e n t



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