Nova feira comercial leva empresas lusófonas a zona

Nova feira comercial leva empresas lusófonas a zona

O Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) disse que levará expositores dos mercados de língua portuguesa e espanhola para eventos em Hengqin, “ajudando-os a identificar uma ampla gama de oportunidades de negócios”. Em 4 de março, o IPIM disse que vai organizar, entre 21 e 24 de outubro, a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX), em vez do habitual evento que reunia empresas da China e dos mercados lusófonos. Em resposta a perguntas da Lusa, o IPIM explicou que a PLPEX acontecerá “em simultâneo e no mesmo local” com a Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), para “manter e evidenciar os elementos lusófonos”. Isso porque este ano não será realizada a Exposição Econômica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), que foi organizada em outubro de 2025, em paralelo à MIF. O IPIM ressaltou que essa feira sino-lusófona, cuja primeira edição ocorreu em 2023, foi “preliminarmente projetada para ser realizada a cada dois anos”. Em outubro de 2024, o então presidente do IPIM não confirmou se o evento se tornaria bienal. “Ainda temos que discutir com os outros organizadores. Se tivermos bons resultados (em 2025), vamos avaliar”, disse à Lusa Vincent UU Sang. A nova feira comercial vai incluir espaços de exibição de “produtos e serviços de qualidade” dos países de línguas portuguesa e espanhola, assim como sessões de bolsas de contato “para promover a cooperação empresarial”, disse o IPIM. O caderno de encargos do concurso para a coordenação da PLPEX prevê que a feira ocupe uma área de seis mil metros quadrados, com cerca de 200 estandes para expositores “em consonância com o posicionamento de Macau como plataforma sino-lusófona”. A feira tem como meta atrair pelo menos 200 expositores, sendo que 10% devem ser empresas locais, 10% vindas da Espanha e 80% dos mercados lusófonos, “sendo obrigatório atrair a participação de empresas de todos os nove países de língua portuguesa”. O setor agrícola deve representar pelo menos 30% de todos os expositores, o comércio eletrônico transfronteiriço 20% e a economia azul, ligada ao mar, pelo menos 10%, refere-se no caderno de encargos. A organizadora da PLPEX também deve criar uma campanha de promoção da feira em Portugal e Espanha. A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para fortalecer a cooperação econômica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau. O órgão inclui, além da China, os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. O atual líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, que assumiu o cargo em dezembro de 2024, também apontou como prioridade a promoção de serviços financeiros e comerciais entre a China e os países hispânicos. Leia Também: Guia Michelin adiciona restaurante de culinária portuguesa de Macau

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