Nova semana, novos preços: Já viu como estão agora os

A semana começou com uma subida dos preços dos combustíveis, que se verificou tanto no caso do gasóleo como no da gasolina, de acordo com os preços médios atualizados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). A gasolina simples 95 passou de 1,684 euros por litro para 1,703 euros por litro entre sexta-feira e segunda-feira, o que significa mais 1,9 cêntimos. Já o gasóleo simples aumentou de 1,544 euros por litro para 1,584 euros por litro no mesmo período, mais quatro cêntimos. Os preços médios diários, refira-se, “são apurados com base nos preços comunicados pelos postos de combustível, ponderados com as quantidades vendidas do último período conhecido, incorporando os descontos praticados nos postos de abastecimento como cartões frota e outros”. As previsões, refira-se, apontavam para um aumento de 4,5 cêntimos no caso do gasóleo e para uma subida de dois cêntimos no caso da gasolina. O preço do gasóleo deverá aumentar 4,5 cêntimos, ao passo que a gasolina deverá subir dois cêntimos. Consulte quais são os postos de abastecimento mais económicos e saiba como pode poupar. Beatriz Vasconcelos | 09:02 – 03/11/2025 Reversão do desconto no ISP será “mais gradual possível” A eliminação do desconto em vigor no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 2026 será feita de forma “o mais gradual possível” para não afetar o preço final dos combustíveis, garantiu o ministro das Finanças. No debate da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública no parlamento, o ministro Joaquim Miranda Sarmento lembrou que a reversão do apoio do Estado é uma obrigação da Comissão Europeia, por estar em causa um “desconto temporário que foi criado em 2022”, quando, no início da guerra da Ucrânia, o barril de petróleo “chegou a 120-130 dólares, sendo que hoje está a 60 dólares”. “A reversão do desconto do ISP será sempre o mais gradual possível, de forma a não ter impacto no preço final da gasolina e do gasóleo”, assegurou Miranda Sarmento, quando questionado pelo deputado do Chega Pedro Pinto sobre se a reversão será gradual ou se haverá corte na totalidade, de 100%, no desconto. O ministro lembrou que desconto é temporário, por natureza, e insistiu que a sua eliminação irá ser feita, “daquilo que for possível”, procurando “proteger aquilo que é o preço dos combustíveis na bomba de gasolina”. “Com exceção de Espanha, Portugal não tem combustíveis muito mais altos do que a maioria dos países da zona euro”, disse. No parecer à proposta orçamental, divulgado na quinta-feira, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a eliminação do desconto em vigor no ISP e a atualização da taxa de carbono, a confirmarem-se, trarão uma receita adicional para os cofres do Estado de 1.132 milhões de euros. No debate, Miranda Sarmento insistiu que a lei do OE2026 não aumenta qualquer imposto, incluindo o próprio ISP (cujas taxas são definidas por portaria, dentro de limites fixados na lei). “A lei do Orçamento do Estado não aumenta nenhum imposto, nem sequer faz a atualização à inflação, tal como já tinha ocorrido no ano passado, dos designados impostos especiais sobre o consumo, onde, entre outros, está o ISP”, afirmou Miranda Sarmento. Em relação aos impostos diretos, o ministro sublinhou que em 2026 o IRS voltará a baixar se o parlamento aprovar a proposta do OE2026, que prevê uma atualização dos escalões em 3,51% e um desagravamento das taxas do 2.º ao 5.º patamares de rendimento, depois da descida das taxas do 1.º ao 8.º escalão meio deste ano. No caso do IRC, lembrou Miranda Sarmento, o parlamento já aprovou uma nova redução da taxa geral (para 19% no próximo ano). A redução da carga fiscal “é significativa”, dentro daquilo que é possível, face ao nível de dívida pública portuguesa, referiu. Leia Também: Preços dos combustíveis disparam hoje, mas nestes postos consegue poupar



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