“Nunca esteve tão caro”. Cabaz alimentar bate “novo máximo

"Nunca esteve tão caro". Cabaz alimentar bate "novo máximo

A cesta básica monitorada pela DECO PROteste voltou a atingir um “novo recorde histórico” e “nunca esteve tão cara”. Um cesto com 63 alimentos custa agora 254,99 euros, anunciou a organização de defesa do consumidor, nesta quinta-feira. “No conjunto, o cabaz de 63 bens alimentares monitorizado pela DECO PROteste desde janeiro de 2022 também nunca tinha estado tão caro e continua a bater recordes de preço todas as semanas. Na última semana, voltou a ficar mais caro 60 cêntimos (mais 0,24%) e custa agora 254,99 euros. Desde o início do ano, a subida foi já de 13,17 euros (mais 5,45 por cento). Há cerca de quatro anos, a 5 de janeiro de 2022, para comprar exatamente os mesmos produtos, os consumidores gastavam 67,29 euros a menos (35,85 por cento a menos)”, pode ler-se no comunicado divulgado pela organização. A DECO PROteste destaca que o “preço do tomate registrou alta de 64 centavos (mais 24%) na última semana e ultrapassou pela primeira vez este ano os 3 euros por quilo”. “Custa agora 3,24 euros. Com este aumento, o tomate já é o produto do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste cujo preço mais aumentou desde o início do ano. Desde 7 de janeiro, já viu o seu preço subir 1,05 euros por quilo (48 por cento)”, pode ler-se. Alta de preços deve continuar A organização explica ainda que, “com o conflito no Oriente Médio, é possível que os preços dos alimentos possam subir ainda mais nos próximos meses”. “Essa guerra já causou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, e os impactos podem ser sentidos nas cadeias de suprimentos, assim como aconteceu com a crise energética causada pelo início da guerra na Ucrânia”, acrescenta. Mais: “Ao impacto das altas de preços nos combustíveis poderão ainda somar-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no País, cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor, assim como uma alta nos preços dos fertilizantes usados na agricultura. Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas, e de matérias-primas para fertilizantes, estão localizados no Oriente Médio. Com grande parte destas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz, se o conflito na região se prolongar, os preços destes produtos podem vir a aumentar significativamente, o que resultará em alimentos mais caros.” Quais produtos aumentaram mais? Na última semana, entre 25 de março e 1º de abril, além do tomate, os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente foram o carapau (mais 29%), a couve-flor (mais 17%) e o brócolis (mais 16 por cento). Por outro lado, se compararmos os preços atuais com os da primeira semana do ano, em 7 de janeiro de 2026, a maior alta percentual de preço foi vista, além do tomate, em produtos como abobrinha (mais 43%), couve-coração (mais 42%) e dourada (mais 23 por cento). Já desde 5 de janeiro de 2022, quando a DECO PROteste iniciou o monitoramento do preço dessa cesta, os maiores aumentos percentuais foram os da carne bovina para cozinhar (mais 124%), da couve-coração (mais 109%) e dos ovos (mais 84 por cento). Leia Também: Café (também) está mais caro: Preço já aumentou 64 centavos este ano

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