Onda de calor obriga a reajustar horários de trabalho em

O fim de semana vai ser de muito calor por cá, mas as altas temperaturas não se fazem sentir só em Portugal: aqui ao lado, em Espanha, a subida dos termómetros obriga mesmo a ‘mexer’ nos horários de trabalho. Em causa está uma medida aprovada pelo governo espanhol, em 2023, que determina que quando a Agência Meteorológica Nacional (Aemet) emite um alerta laranja ou vermelho por causa das temperaturas elevadas, as empresas devem alterar as condições dos seus funcionários. Entre as mudanças estão, por exemplo, a redução do horário do trabalho, se for necessário, ou até mesmo a suspensão, de acordo com a RTVE. Também podem alterar turnos ou proibir determinadas tarefas ao ar livre. Aliás, o mesmo meio de comunicação sublinha, citando especialistas, que, à medida que as temperaturas sobem e as ondas de calor se tornam mais longas e intensas devido às alterações climáticas, expandir este tipo de medidas será crucial para proteger a população. O Notícias ao Minuto está a tentar contactar o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para tentar perceber se este tipo de medidas também podem vir a ser estudadas para Portugal, já que o Governo quer implementar uma ampla reforma da lei laboral. Mais de mil mortes em Espanha atribuídas à onda de calor de julho A onda de calor em Espanha deverá ter provocado mais de mil mortes em julho, avançou o Ministério da Saúde espanhol, referindo que o número representa um aumento de mais de 50% face ao mesmo período de 2024. Onúmero exato de 1.060 mortes representa “mais 57% do que no ano passado”, informou o ministério nas redes sociais, com base nas estimativas de um sistema chamado “Momo” (Monitorização da Mortalidade). Esta ferramenta, gerida pelo Instituto Carlos III, regista diariamente o número de mortes em Espanha e compara com a mortalidade esperada com base em dados históricos. Em seguida, incorpora fatores externos que podem explicar essa diferença, nomeadamente as altas temperaturas reportadas pela Agência Meteorológica Nacional (Aemet). O sistema não pode estabelecer causalidade absoluta entre as mortes registadas e as condições meteorológicas, mas os números representam a melhor estimativa do número de mortes cujas causas estão relacionadas com o calor. Em julho de 2024, o número de pessoas cujas mortes, segundo estes critérios, podiam ser atribuídas ao calor extremo era de 674. Este número aumentou para 1.271 no mês seguinte. “O Ministério da Saúde está a fazer campanhas sobre as vagas de calor e a importância de nos protegermos (…) porque consideramos que é um dos fatores de risco com maior impacto na mortalidade neste contexto”, disse a ministra da Saúde, Monica García, numa entrevista divulgada pela rádio nacional (RNE) na terça-feira. De acordo com o sistema “Momo”, um total de 1.180 mortes podem ser atribuídas ao calor entre 16 de maio e 13 de julho, um aumento drástico em comparação com o mesmo período de 2024, quando o número de mortos foi de 70, observou o Ministério da Saúde, em comunicado de imprensa. Aquele país registou, este ano, o junho mais quente de que há registo em Espanha, com uma temperatura média de 23,7°C, segundo a Aemet. Espanha, tal como Portugal, está a ser atingida desde domingo por uma segunda vaga de calor desde o início do verão, que deverá durar pelo menos até ao próximo fim de semana, adiantou a Aemet. Segundo os especialistas, o aquecimento global explica porque é que as vagas de calor são cada vez mais frequentes, longas e intensas. Leia Também: Dispensa para amamentar: Queixas, multas e os dados que realmente existem



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