Peso da fatura energética no défice comercial foi o menor da

Segundo a publicação Fatura Energética Portuguesa 2025, da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o saldo importador de produtos energéticos ficou em 5.579 milhões de euros em 2025, 5,3% a menos que no ano anterior. Esse saldo — que corresponde à diferença entre importações e exportações de produtos energéticos — representou 17,6% do déficit comercial de mercadorias, “o valor mínimo dos últimos dez anos”, segundo o relatório. O peso das importações de produtos energéticos no total de mercadorias importadas ficou em 8,7%, o segundo menor valor da década. O petróleo bruto e os derivados continuaram a dominar as importações energéticas portuguesas, representando 75% do total em valor, apesar de estas importações terem caído 19% face a 2024. Em 2025, as principais origens do petróleo bruto importado por Portugal foram Brasil (42,3%), Argélia (19,6%), Nigéria (10,6%), Azerbaijão (10%) e Estados Unidos (7,6%), que em conjunto representaram 90,2% das importações de crude. Em valor, as compras caíram em relação a 2024 em todas essas fontes: Estados Unidos (-52,3%), Azerbaijão (-29,9%), Brasil (-29,3%), Argélia (-27,6%) e Nigéria (-15,7%). O preço médio do Brent – petróleo de referência na Europa – foi de 69,09 dólares por barril em 2025, uma queda de 17,3% em relação a 2024. Em euros, o preço médio ficou em 61,46 euros por barril. Nos produtos petrolíferos, as importações de combustível para aviação (‘jet fuel’) aumentaram 23,2% em 2025, para 403 milhões de euros, enquanto as exportações caíram 12,1%, para 1.283 milhões de euros, incluindo suprimentos para aviação internacional, segundo a DGEG. As importações totais de produtos energéticos recuaram 16,4% em 2025, para 9.752 milhões de euros, enquanto as exportações diminuíram 27,7%, para 4.173 milhões de euros. No gás natural, o saldo importador aumentou 9,7%, para R$ 1.078 milhão. As importações de gás natural caíram 7,1%, para 1.309 milhões de euros, enquanto as exportações recuaram 45,7%, para 231 milhões de euros. No gás natural, Nigéria e Estados Unidos permaneceram como as principais origens das importações portuguesas em 2025. O relatório afirma que, nos últimos cinco anos, esses dois países representaram entre 65% e 90% das compras de gás natural do exterior em valor. No caso da energia elétrica, o saldo importador foi de R$ 657 milhões em 2025, 19,6% a menos em relação a 2024. A quantidade importada de energia elétrica caiu 10,7%, redução que foi compensada pelo aumento da produção das usinas termelétricas e fotovoltaicas. No agregado de biocombustíveis, biomassa e outros resíduos para fins energéticos, o relatório aponta uma inversão de tendência em 2025, com o valor das importações superando o das exportações em 45 milhões de euros. O conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro e envolvendo EUA, Israel e Irã, aumentou a tensão sobre os mercados de energia, com disrupções no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás. O bloqueio parcial dessa passagem tem contribuído para a alta dos preços da energia e maior volatilidade nos mercados. Leia Também: Consumo de energia elétrica aumentou 3,5% entre janeiro e abril



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