Pessoal de Voo diz que apenas soube de propostas para a TAP

Pessoal de Voo diz que apenas soube de propostas para a TAP

“Lamentavelmente, continuamos a assistir à postura prepotente do atual Governo na condução desse processo, mantendo os sindicatos e os trabalhadores do grupo afastados”, diz o sindicato em comunicação aos seus associados a que a Lusa teve acesso. O sindicato diz que só tomou conhecimento pela mídia do envio de propostas não vinculantes para a compra de parte da TAP por Air France-KLM e Lufthansa. No documento, o SNPVAC também critica a “imposição aos potenciais interessados ​​de uma proibição de contato com as estruturas representativas dos trabalhadores”, dizendo que “impede a apresentação de suas intenções e projetos para a empresa”. “Se esses grupos demonstram interesse, isso se deve ao momento positivo que a empresa está passando — resultado direto do processo de reestruturação, só possível com o esforço dos tripulantes de cabine”, ressaltam. Esses dois grupos de aviação europeus formalizaram a entrega das propostas no último dia 2, enquanto a IAG, dona da Iberia e da British Ariways, confirmou a saída do processo. Diante do “interesse agora evidenciado por esses grupos”, este sindicato pede ao Governo que reveja sua postura de forma urgente e que promova um processo transparente. “A privatização da TAP deve ser tratada como uma questão de interesse público, e não como uma realidade conduzida de forma fechada e idealizada por um restrito núcleo político”, dizem, acrescentando que “qualquer solução para o futuro da empresa deve, portanto, colocar os trabalhadores no centro da decisão”. A direção do sindicato insiste que os interesses da empresa e do país não estão sendo devidamente resguardados nesse processo. O edital prevê a venda de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, ficando qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador. A Parpública, estatal responsável pela gestão das participações do Estado tem 30 dias para elaborar um relatório a ser submetido ao Governo. No entanto, caso sejam solicitados esclarecimentos aos interessados, o prazo será suspenso até a resposta ou o término do prazo fixado. Depois da entrega do relatório da Parpública, o Conselho de Ministros selecionará as candidaturas consideradas mais adequadas e convidará as escolhidas a apresentar propostas vinculantes na terceira etapa do processo, com um prazo máximo de 90 dias, contados desde o envio do convite. Após a apresentação das propostas vinculantes, a Parpública terá outros 30 dias para preparar um relatório final e será com base neste documento que a melhor proposta será selecionada ou uma fase de negociações poderá ser iniciada para apresentação de propostas vinculativas aprimoradas e finais. Em seguida, o Estado convocará a assembleia geral da TAP para aprovação de deliberações necessárias à implementação da privatização e à implementação do plano industrial e estratégico acordado. O Estado espera concluir o processo de privatização até o verão, sujeito a autorizações regulatórias, incluindo a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia. Leia Também: Parpública confirma duas propostas pela TAP: Air France-KLM e Lufthansa

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