Petróleo dá combustível aos lucros das energéticas, mas vem

Portugal vai avançar com uma taxa sobre os lucros extraordinários das empresas de energia, num momento em que estas têm apresentado uma subida nos resultados. Esses dados surgem em um momento de valorização do petróleo nos mercados, na carona da guerra no Oriente Médio. Nova taxa a caminho O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse que Portugal vai avançar com taxas sobre lucros extraordinários de empresas de energia, como aconteceu em 2022 na crise anterior dos preços dos combustíveis. “Vamos pegar as medidas tomadas em 2022, calibrá-las, melhorá-las e – a breve trecho – apresentar ao Parlamento uma proposta”, disse esta semana Joaquim Mirada Sarmento, em declarações aos jornalistas, em Bruxelas. O ministro acrescentou que a Comissão Europeia deixou a decisão nas mãos de cada Estado-membro. O presidente do Eurogrupo também já disse que apoia impostos sobre lucros extraordinários de empresas de energia, mas apenas em nível nacional, como quer fazer Portugal, e falou em diferentes “sensibilidades relacionadas às cadeias de suprimentos” em nível europeu. O oficial esclareceu que a situação atual é diferente da de 2022, também com forte aumento dos preços dos combustíveis, mas sem a pressão inflacionária, dado que a inflação subjacente (‘core’, sem alimentos e energia), permanece em 2,2%, 2,3%. O ministro das Finanças disse hoje em Bruxelas que Portugal vai avançar com taxas sobre lucros extraordinários de empresas de energia, como aconteceu em 2022 na crise anterior dos preços dos combustíveis. Lusa | 14:04 – 05/05/2026 Petróleo dá combustível a resultados de energia: Quanto eles estão lucrando? A Galp anunciou que fechou o primeiro trimestre do ano com um lucro ajustado de 272 milhões de euros, uma alta de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, sustentado pelo aumento da produção de petróleo e gás natural no Brasil. Já a BP registrou um lucro atribuído no primeiro trimestre de 3.842 milhões de dólares (cerca de 3.286 milhões de euros), um aumento de 459% em relação ao mesmo período do ano passado, devido ao aumento dos preços do petróleo bruto. Também a Repsol reportou que os lucros dispararam 153,8% no primeiro trimestre do ano, chegando a 929 milhões de euros, impulsionados pelos ganhos de capital, que refletem o impacto da alta dos preços do petróleo bruto e produtos refinados. No mesmo sentido, a Moeve (antiga Cepsa) registrou lucro líquido de R$ 261 milhões no primeiro trimestre, 183,7% a mais que no mesmo período de 2025 (R$ 92 milhões). Por sua vez, a petrolífera Shell alcançou um lucro de 5.694 milhões de dólares (cerca de 4.841 milhões de euros) até março, mais 19% na comparação anual, em um contexto de grande tensão nos mercados de energia devido ao conflito no Oriente Médio. Esse conflito mais recente, iniciado no fim de fevereiro e envolvendo EUA, Israel e Irã, aumentou a tensão sobre os mercados de energia, com disrupções no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás. O bloqueio parcial dessa passagem tem contribuído para a alta dos preços da energia e maior volatilidade nos mercados. Leia Também: Presidente do Eurogrupo apoia impostos sobre lucros extraordinários



Publicar comentário