Petróleo: Qual é o impacto da situação na Venezuela nos

A situação na Venezuela não deverá ter um grande impacto, a curto prazo, nos preços do petróleo. Porém, poderá haver uma ligeira subida por causa do aumento da incerteza e da instabilidade geopolítica. “No curto prazo, não deverá haver um impacto por aí além, a não ser que seja de uma leve subida dos preços, apesar de ser tentador pensar no contrário, porque o que se nota é um aumento da instabilidade geopolítica e da incerteza e isso normalmente, no que diz respeito ao preço do petróleo, pode levar a uma subida”, disse o economista Filipe Garcia, em declarações à CNN Portugal, no domingo. De acordo com o economista, o mercado está “sensível” a perceber o impacto que a situação na Venezuela poderá ter no resto do mundo. Filipe Garcia indica que também haverá uma “ligeira subida do preço do ouro”, a par de uma valorização das empresas do setor da construção e das “empresas mais envolvidas na Venezuela”. No caso do petróleo, os impactos maiores serão visíveis “só mais lá para a frente” e, por isso, “será reduzido” nesta fase. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, confirmou, no domingo, que manterá o nível da oferta de petróleo pelo menos até abril. A confirmação da OPEP ocorreu sem que o organismo tenha reagido a eventuais turbulências que possam advir da detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado, por forças norte-americanas. A declaração da OPEP foi feita numa breve teleconferência realizada pelos ministros da Energia e do Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, de acordo com um comunicado publicado no ‘site’ da organização, sediada em Viena. O contexto O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, foram capturados pelos Estados Unidos e retirados do país à força durante a madrugada de sábado. Agora, o líder venezuelano foi acusado de vários crimes, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes relacionados com armas automáticas. Desde 2013, os EUA e a Venezuela têm tido vários litígios. Os principais temas são a regularidade das eleições, o embargo petrolífero, o narcotráfico e os migrantes. Hoje, o Presidente Nicolás Maduro foi capturado num ataque anunciado por Donald Trump. Lusa | 17:18 – 03/01/2026 As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela não são de agora, remetendo aos tempos em que o país da América Latina era liderado por Hugo Chávez. Em 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Maduro – que sucedeu a Chávez em 2013, após a sua morte – e altos dirigentes da Venezuela de narcoterrorismo, tráfico de droga e conspiração, tornando o presidente da Venezuela não só num adversário político, mas também num alvo criminal. Já em 2025, com o regresso de Donald Trump à Casa Branca foi anunciada uma recompensa de 50 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de euros) pela administração norte-americana em troca de informações que levassem à captura do chefe de Estado. A captura de Maduro viria a acontecer na madrugada de sábado, 3 de janeiro, após uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos lançar ataques aéreos em várias zonas da Venezuela, incluindo a capital Caracas. Na altura, houve relatos de explosões e movimentos de aeronaves militares sobre a cidade. Posteriormente, Trump afirmou que o seu homólogo venezuelano foi capturado e retirado à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um “ataque em grande escala” no país. Leia Também: OPEP manterá oferta de petróleo, pelo menos, até abril



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