Portugal deve ter estratégia para a construção que dê voz ao

“Portugal deve procurar ter uma estratégia para o setor da construção, que hoje ainda não existe”, defendeu Carlos Mineiro Aires, na apresentação da Fundação da Construção, em Lisboa. Segundo apontou, essa estratégia nacional deve ser discutida fora dos contextos político partidários, dando voz aos atores do setor, levando em conta os desafios e incertezas atuais. Mineiro Aires disse que a aquisição de habilidades e experiência são “importantíssimas para o setor” para garantir maior capacidade e competitividade das empresas. Por outro lado, a estabilidade legislativa e de contratações “aportam tranquilidade ao setor”. Já o papel social e a garantia do emprego, apesar de importantes, não podem ser regidos por “ciclos efêmeros”, ressaltou. Soma-se a isso práticas de planejamento, procedimento que ele disse ter se tornado pendular e que precisa ser cuidado. “Na ausência de planejamentos realistas e publicizados, é muito difícil gerenciar investimentos, pois as empresas precisam de informações que lhes permitam se dimensionar e se preparar a tempo para responder aos desafios e oportunidades do mercado”, disse. Durante sua fala, ele também apontou que, quanto ao futuro, “muito ainda falta fazer”, como a manutenção dos ativos. Sobre o assunto, ele avisou que a contratação pública está apoiada em um “tortuoso código, que vai para a 17ª revisão” e que nem sempre tem prestado “os melhores serviços ao país”. A licitação tem que combater adjudicações que não asseguram garantia de exceção sem conflitos, nem remuneração digna, acrescentou. O diretor executivo da Fundação da Construção apontou como desafios a falta de mão de obra, que levou o setor a recorrer a recrutamentos internacionais, o que também implica assegurar a integração e dar condições de vida aos trabalhadores, bem como a retenção de talentos, a falta de moradia e os baixos salários. Segundo dados divulgados pela fundação, o setor da construção gera cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 460 mil pessoas. Leia Também: Petrobras investe 10 mil milhões em plataformas de petróleo no Brasil



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