Preços dos combustíveis: Era isso que acontecia se semana

O tombo do petróleo nos mercados internacionais, seguindo a trégua no Oriente Médio, deve levar a um alívio nos preços dos combustíveis já no início da próxima semana. As tendências do fechamento de quarta-feira apontam para uma queda de 5,5 centavos no caso do diesel e de três centavos no caso da gasolina, disse uma fonte da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) ao Notícias ao Minuto. Esses valores ainda podem mudar, tendo em vista que ainda faltam dois pregões – hoje e amanhã. É certo que a desvalorização do petróleo pode abrir porta para algum alívio nos preços do diesel e da gasolina, após os fortes aumentos verificados ao longo das últimas semanas. Na quarta-feira, vale lembrar, o barril de Brent chegou a cair 16%, a US$ 91, a maior queda desde 9 de março de 2020, quando terminou a sessão em queda de 24,10%, e a segunda maior em 35 anos. Caso a tendência de queda verificada na última sessão se mantivesse, os preços dos combustíveis poderiam cair ainda mais e houve até analistas antecipando uma redução na casa dos dois dígitos. Porém, os sinais agora parecem ser contrários: nesta quinta-feira o preço do petróleo Brent, referência na Europa, para entrega em junho, avançava 2,63%, a US$ 97,24, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, referência nos EUA, subia 3,07%, a US$ 90,44. Caso a desvalorização do petróleo nos mercados internacionais continue até o final desta semana, podemos ver quedas nos preços dos combustíveis na casa dos 20 centavos já na próxima segunda-feira. Notícias ao Minuto | 08:42 – 09/04/2026 Preço dos combustíveis “levará semanas” para chegar aos valores pré-guerra Nessa senda, o ex-ministro da Economia António Costa Silva avisa que “levará semanas” até que os preços dos combustíveis retomem os valores de fevereiro, antes do início da guerra entre EUA, Israel e Irã. “Eu penso que o tráfego (no Estreito de Ormuz) se vai restabelecer a conta-gotas. Se isso acontecer e o acordo de paz for sólido são boas notícias para o funcionamento dos mercados, mas penso que nas próximas semanas não voltamos aos preços que tínhamos antes, porque além desta falta de barris ainda não sabemos a dimensão dos estragos nas principais centrais de energia naquela zona do mundo”, afirmou o antigo governante à Rádio Renascença. Por isso, Costa Silva reitera o aviso: “Vai demorar algumas semanas (para retomar os preços dos combustíveis) e também não podemos esquecer que o que está acontecendo nos mercados asiáticos pode contaminar a Europa”. Vale lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu na quarta-feira que manterá forças militares estacionadas em torno do Irã até que o acordo alcançado seja plenamente cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva “maior e mais forte” em caso de não cumprimento, ao mesmo tempo em que garantiu que o estreito de Ormuz continuará aberto e que Teerã não desenvolverá armas nucleares. Além disso, advertiu que se o pacto não for respeitado, “começará a batalha, maior, melhor e mais forte do que nunca”, embora considerasse esse cenário “muito improvável”, e ressaltou que “não haverá armas nucleares” e que o estreito de Ormuz “permanecerá aberto e seguro”. Leia Também: Combustíveis podem cair 20 centavos? “Mantendo-se essa descida…”



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