Quais setores podem beneficiar do Acordo UE-Mercosul?

Comissão para reforçar independência de reguladores

De acordo com o estudo “Acordo de Parceria UE–Mercosul: Análise das Potenciais Oportunidades de negócio para as empresas portuguesas”, divulgado hoje pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), este acordo abre às empresas portuguesas “oportunidades concretas de investimento, exportação e reforço de presença” nos mercados da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, ao eliminar tarifas em mais de 91% dos produtos.

Como “mercado âncora” o trabalho destaca o Brasil, apontando depois o “potencial de diversificação para a Argentina, Paraguai e Uruguai”.
A valorização por Indicações Geográficas (IG) é uma das estratégias defendidas pela AICEP, que destaca a proteção de 36 IG portuguesas como “reforçando diferenciação e valor acrescentado”.
Já como principais desafios que se colocam às empresas portuguesas que pretendam apostar nos mercados do Mercosul, a agência aponta a “necessidade de monitorização, gestão de risco e controlo de conformidade em setores mais sensíveis”.
Citado num comunicado, o administrador da AICEP Francisco Pinheiro Catalão considera que o Acordo UE-Mercosul “abre uma oportunidade histórica para as empresas portuguesas reforçarem a sua presença internacional, com condições mais favoráveis ao investimento e à exportação”.
“Os resultados do estudo da AICEP mostram que Portugal está bem posicionado para beneficiar deste mercado em transformação, sendo este o momento decisivo para preparar estratégias e assumir uma posição de ‘first mover'”, enfatiza.
O Acordo UE-Mercosul representa uma das maiores áreas de comércio livre do mundo, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.
Embora dependa ainda de ratificação, o acordo introduz mudanças estruturais no acesso aos mercados da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Segundo dados da AICEP, o comércio total (bens e serviços) entre Portugal e o Mercosul ascende atualmente a cerca de 8.500 milhões de euros.
Pretendendo que o estudo se assuma como uma “ferramenta estratégica de apoio” às empresas na adaptação ao novo enquadramento comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul, a AICEP promove no dia 11 uma sessão de esclarecimento híbrida que incluirá a apresentação do trabalho e a intervenção do delegado do seu delegado no Brasil, Francisco Costa.
As empresas interessadas podem inscrever-se no ‘link’ https://www.portugalglobal.pt/agenda/acordo-uemercosul-o-que-muda-para-as-empresas-portuguesas/formulario-de-inscricao/.
No âmbito deste acordo, a AICEP apresenta-se como um “parceiro estratégico” das empresas portuguesas, atuando através de um modelo de apoio integrado que inclui inteligência económica aplicada a produto/empresa; apoio à estratégia comercial e de posicionamento; aceleração de prospeção e parcerias locais; capacitação empresarial com foco nas PME; e acompanhamento personalizado através de equipas especializadas, como a rede externa e gestores de cliente.
Leia Também: Lesão afasta Nélson Semedo dos jogos particulares de Portugal

Publicar comentário