Reconversão da central do Pego está ainda “em fase de

“Ainda estamos em fase de autorizações”, disse o diretor financeiro da Endesa (CFO), Marco Palermo, em entrevista coletiva em Madri. A energética espanhola prevê iniciar a construção do projeto em 2027, mas poderá adiantar os prazos se conseguirem antes as autorizações, afirmou Marco Palermo. Já o presidente executivo (CEO) da Endesa, José Bogas, ressaltou que “o projeto está lançado” e que a empresa acredita que “pode ser um projeto estrela” da energia nos próximos anos. Segundo José Bogas, “os atrasos que houve” têm sido relacionados a “autorizações, ajustes” e alterações exigidas pelas Declarações de Impacto Ambiental (DIA). “Mas isso é o normal”, acrescentou. A Endesa disse hoje que prevê iniciar a construção do projeto associado à reconversão da usina do Pego, em Abrantes, em 2027, depois de, há um ano, já ter assumido “algum atraso” no calendário. A empresa anunciou hoje uma atualização do plano estratégico da empresa para o período 2026-2028, no qual prevê 10.600 milhões de euros em investimentos globais, 3.000 milhões dos quais para energias renováveis. É nesse contexto que ele menciona o projeto “de transição justa do Pego (Portugal), cuja construção está prevista para começar em 2027”. “Incorporará 600 MW (megawatts) de nova capacidade híbrida renovável (eólica, solar e baterias), com um investimento estimado de 600 milhões de euros. Sua configuração híbrida permite um perfil energético próximo à carga base, o que o torna muito adequado para clientes de grande escala, como data centers”, escreveu a Endesa, em comunicado divulgado hoje. Há um ano, quando apresentou os resultados de 2024, a Endesa já admitiu “algum atraso” no projeto da usina do Pego, mas garantiu, e hoje reiterou, que mantém todos os compromissos. No final de janeiro deste ano, a Endesa anunciou o plano de formação 2026 da Escola Rural de Energia Sustentável, em Abrantes, criada no âmbito do projeto para o Pego, que fontes da empresa já disseram então à Lusa estar “em fase de tramitação ambiental”, remetendo mais detalhes para a apresentação hoje do Plano Estratégico para 2026-2028. A Endesa venceu o concurso de transição justa para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego, com um projeto de investimento de cerca de 600 milhões de euros, que combina a hibridização de fontes renováveis (solar fotovoltaica e eólica) e seu armazenamento, com iniciativas de desenvolvimento social e econômico. A empresa é a maior elétrica espanhola e a segunda na distribuição de gás na Espanha. Em Portugal, a Endesa produz e distribui eletricidade e venceu o concurso para a reconversão da usina do Pego. A Endesa também tem em Portugal projetos para geração de energia solar. A energética anunciou hoje que teve lucros de 2.198 milhões de euros no ano passado, 16,4% a mais que em 2024. Leia Também: Luís Neves é “um grande ministro da Administração Interna”



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