(Re)Qualificando na era da IA: A importância do reskilling e

(Re)Qualificando na era da IA: A importância do reskilling e

“Outrora estático, o trabalho tem vindo a tornar-se adaptativo, fluído e cada vez mais influenciado pela Inteligência Artificial (IA). A IA, esse aglomerado de inovações tecnológicas que está a revolucionar processos um pouco por todo o lado, está também a transformar o mercado de trabalho.
Essa transformação tem sido operada não apenas através de vantagens já reconhecidas, como a eliminação de tarefas repetitivas, mas também através da criação de novas exigências e formas de colaboração entre humanos e “máquinas”. Em todo o caso, será seguro afirmar que estas mudanças exigem doses redobradas de adaptabilidade e tornam imperativa a requalificação contínua dos profissionais.
© Sílvia Graça  
Não será por acaso que se tem assistido a um foco crescente, por parte das empresas, na contratação de perfis com pensamento analítico, capacidade de aprendizagem rápida e adaptação constante a novas ferramentas e contextos. Procuram-se pessoas dinâmicas, ágeis e preparadas para lidar com a mudança.
Neste contexto, emerge em posição cimeira o conceito do «profissional adaptável», ou seja, alguém capaz de aprender rapidamente, de integrar-se com facilidade e de ajustar-se a diferentes desafios.
Aquilo que se verifica é que a estabilidade deixou de residir no cargo que se tem, mas antes na capacidade de cada profissional para aprender. Graças a isso, os processos de reskilling e upskilling desempenham um papel importante, não apenas enquanto vantagem competitiva, mas como necessidade estratégica. Atualizar conhecimentos, desenvolver novas capacidades e explorar diferentes áreas torna-se essencial para garantir relevância no mercado. 
O profissional que invista de forma consistente no seu desenvolvimento consegue, não só, acompanhar mudanças, mas, também, antecipá-las e posicionar-se melhor para novas oportunidades e progressão de carreira.
Por outro lado, as empresas também têm uma responsabilidade acrescida neste processo. Num mercado onde é cada vez mais difícil encontrar perfis totalmente preparados para funções em constante transformação, apostar no desenvolvimento interno torna-se uma solução mais sustentável e eficaz. 
Promover programas de formação, incentivar a aprendizagem contínua e criar uma cultura organizacional que valorize o crescimento são fatores-chave para manter equipas competitivas, motivadas e alinhadas com as necessidades futuras.
Ou seja, empresas competitivas são as capazes de apostar em processos de reskilling e o upskilling que contribuem para reduzir lacunas de competências e que facilitam a sua adaptação a novas tecnologias e modelos de trabalho. No fim de contas, promover estes processos internos permite às empresas transformar e potenciar o capital humano já existente, em vez de ter de substituir talento.
Neste novo paradigma, aprender deixa de ser uma formalidade ou um momento pontual e passa a ser um processo diretamente ligado ao trabalho e a capacidade de evoluir, desaprender e reaprender torna-se uma das competências mais valiosas. No fundo, investir no desenvolvimento de competências já não é apenas uma forma de crescer, é a forma de permanecer relevante.”
 

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