Reservas para férias da Páscoa em linha com 2025 (apesar de

Operadores turísticos e agências de viagens contactadas pela Lusa apontam que o desempenho das vendas está, em termos gerais, alinhado com 2025, ainda que com dinâmicas distintas. “O volume de vendas para o período da Páscoa está globalmente em linha” com 2025, disse o diretor-geral de Vendas da Agência Abreu, Pedro Quintela, à Lusa. Cenário de estabilidade idêntico vive o operador Lusanova. “As reservas para a Páscoa estão ocorrendo dentro da normalidade, em linha com os anos passados. Não estamos registrando mudanças significativas no comportamento da demanda. Há destinos com crescimentos maiores que outros, mas, no cômputo geral, a demanda segue equilibrada”, diz o diretor operacional, Tiago Encarnação. A Solférias aponta para um crescimento moderado, mas condicionado por fatores externos. “Até ao momento registámos para o período da Páscoa um acréscimo de 7% face a 2025, tendo as vendas sentido um decréscimo face ao espectável devido a cancelamentos de reservas para destinos afetados pela guerra do Médio Oriente”, admite a ‘Chief Operating Officer’ (responsável de operações), Sónia Regateiro, à Lusa. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”. Em resposta, o Irã lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases dos EUA e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia. O sentimento de prudência também é notado pela Pinto Lopes Viagens. “As reservas para a Páscoa estão evoluindo de forma positiva. Nas últimas semanas, o contexto internacional trouxe alguma prudência adicional por parte dos clientes, o que é natural, especialmente no caso de viagens para regiões mais próximas de áreas de instabilidade. Ainda assim, continuamos sentindo interesse em nossa oferta e temos acompanhado os clientes com total proximidade, (…) apresentando alternativas seguras e atraentes,” disse seu presidente executivo (CEO). Rui Pinto Lopes antecipa saldo semelhante ao do ano anterior. “Nessa fase, nossa expectativa é que a operação de Páscoa fique em linha com a de 2025. O calendário do ano passado tinha características particularmente favoráveis, o que naturalmente influenciou a demanda, mas, mesmo em um contexto diferente, continuamos a registrar uma demanda consistente. Mais do que falar em crescimento ou queda, diríamos que o mercado está hoje mais cauteloso e mais atento ao quadro internacional na hora de decidir”, acrescentou o CEO. A Lusanova lembra ainda que “esta época é muito marcada pela procura de última hora”, defendendo ser “cedo para quantificar” desempenhos, mas que registam “um ligeiro crescimento” face a 2025. Já os preços foram atualizados, mas apontam intensidades distintas. “De modo geral, os preços não apresentam diferenças muito significativas em relação ao ano passado, registrando ajustes em linha com a inflação. Ainda assim, e a exemplo do que já ocorreu no último ano, a alta de preços não tem travado a demanda, refletindo a forte vontade dos portugueses de viajar”, diz Pedro Quintela. Sónia Regateiro diz que “os preços estão mais elevados, dado o aumento geral de inflação dos serviços aéreos e hoteleiros e recentemente fruto do aumento de taxas de ‘fuel’ por parte das companhias aéreas”. Também a Pinto Lopes Viagens aponta fatores externos como determinantes, já que trabalha, sobretudo, com o mercado internacional e, “nesse quadro, os preços continuam condicionados por vários fatores externos, nomeadamente a evolução das taxas de câmbio”. Assim, admite que “pode haver alguma pressão, especialmente em termos de taxas de combustível aplicadas pelas companhias aéreas, que também pode se refletir em outros meios de transporte (…)”. A Lusonova reconhece que a tendência global é essa, de “uma subida de preços”, mas frisa que “depende dos destinos”. Leia Também: Como manda a tradição transmontana! Eis a receita do folar de carnes



Publicar comentário