Reservas turísticas para passar Páscoa em Portugal “a meio

“As perspectivas para a Páscoa indicam um início ainda modesto”, anunciou hoje a associação, adiantando que para o período de férias escolares (de 27 de março a 12 de abril) as reservas estavam em 55% na última sexta-feira, com um preço médio (ARR) ‘on the books’ de 132 euros. Segundo a AHP, a pesquisa mostra que “a instabilidade no Oriente Médio começa a se refletir no setor”: Embora 60% das unidades indiquem que o ritmo de reservas segue “sem mudanças significativas”, 24% dos hoteleiros identificam desaceleração nas reservas ou aumento de cancelamentos, enquanto 16% referem alta na demanda, “associada ao desvio de fluxos turísticos de outros destinos”. Os entrevistados da Península de Setúbal e dos Açores se destacam com o maior aumento de cancelamentos ou desaceleração de reservas. Apenas no fim de semana da Páscoa (03 a 05 de abril), a taxa de reservas sobe para 57% e o ARR ‘on the books’ chega a 147 euros. A Madeira volta a se destacar, com reservas de 75% nas férias e 76% no fim de semana, seguida pela Grande Lisboa e Algarve. A AHP ressalta que o mercado interno segue como “um dos principais motores da demanda” para as férias e para o fim de semana de Páscoa, sendo apontado por mais de 70% dos entrevistados. Espanha e Reino Unido aparecem nas segunda e terceira posições. Na contramão, há redução da demanda vinda dos EUA, mercado citado por apenas 22% dos hoteleiros para o fim de semana, contra 38% no ano anterior. Ainda assim, a associação diz que “os indicadores apontam para alguma estabilidade” para o período da Páscoa e mais de metade dos hoteleiros antecipam uma estada média idêntica à de 2025, enquanto 54% espera aumentar os proveitos totais no fim de semana e 42% que isto aconteça durante todo o período das férias escolares. A plataforma Booking e os ‘websites’ próprios permanecem como principais canais de reserva para a Páscoa, citados por 96% e 89% dos entrevistados, respectivamente. A pesquisa da AHP também fez um balanço do Carnaval, apontando uma “parada do ritmo de crescimento”, refletindo o impacto das tempestades de janeiro e fevereiro. Entre 13 e 17 de fevereiro, a hotelaria registrou uma taxa de ocupação média de 65%, em linha com o mesmo período do ano passado, e um ARR de 112 euros, um euro a menos que no Carnaval de 2025. A análise por regiões mostra “diferenças relevantes”, com a Madeira se destacando com a maior taxa de ocupação (79%) e o ARR mais alto (151 euros), enquanto a Grande Lisboa registrou uma ocupação de 75%, acima de 67% do ano anterior, mas viu o preço médio cair 4% para 131 euros. Na Península de Setúbal, a ocupação ficou em 68% e o ARR em 88 euros, enquanto o Centro igualou a ocupação de 2025 (61%) e subiu o preço em 17% (118 euros). “Todavia, este aumento foi exclusivamente na região Centro Interior, em contraponto com a região Centro Litoral, cuja taxa de ocupação foi significativamente abaixo da média nacional e o preço médio ficou pelos 100 euros”, nota a AHP. O Alentejo apresentou uma ocupação de 59%, ligeiramente acima de 2025, e um aumento do ARR de seis euros. Segundo a associação, “as condições climáticas adversas tiveram impacto significativo nas regiões Oeste e Vale do Tejo e Norte”, que registraram quedas de ocupação de 8% e 3%, respectivamente, e quedas “muito expressivas” no preço médio, de 11%. Os principais mercados emissores de turistas no Carnaval continuaram sendo Portugal, Espanha e Reino Unido, mas a AHP também sinaliza a importância do mercado da Coreia do Sul para 23% dos entrevistados do Oeste e Vale do Tejo (turismo religioso) e da China para 45% dos entrevistados da Península de Setúbal. A pesquisa foi realizada entre 09 a 20 de março com 394 empreendimentos, com intervalo confiança de 95% e margem de erro de 4,46%. Leia Também: Turismo em Portugal com “claro abrandamento” mas continuará a crescer



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