Resposta a Montenegro? UGT apela à valorização da

Resposta a Montenegro? UGT apela à valorização da

A posição da central sindical, tomada em comunicado emitido hoje, vem um dia depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmar, a propósito da reforma trabalhista, que o país precisa de “sindicalistas com ousadia”. A UGT diz esperar que o capital acumulado pela Concertação Social ao longo das últimas décadas “não seja desperdiçado ou enfraquecido com ataques que apenas revelam a não aceitação da diferença legítima”. No comunicado, a UGT não faz qualquer referência explícita às palavras de Montenegro, que na véspera, como presidente do PSD no encerramento da 15ª Universidade Europa, em Porto de Mós, Leiria, criticou os “sindicatos do século XX” e considerou que o país não precisa “de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX, para serem competitivos no século XXI”, O texto da UGT começa, no entanto, por referir que “a UGT tem assistido às declarações públicas de responsáveis políticos e parceiros sociais nos últimos dias” na sequência do fim das negociações das mudanças na legislação trabalhista em sede de Concertação Social, na semana passada. “A UGT deve lembrar que a Concertação Social, como espaço de construção de consensos e compromissos, é fundada na diferença de quem representa interesses diversos, ainda que não necessariamente divergentes”, escreve a central liderada por Mário Mourão. “A Concertação Social existe há décadas e tem sabido conviver com e sem acordos em múltiplos processos de negociação, mantendo um capital de confiança e respeito institucional que sempre permitiu continuar trabalhando em prol dos trabalhadores, das empresas e do país”, nota. A central promete continuar desempenhando um papel no diálogo na Concertação Social, lembrando “que o trabalho da Concertação Social não se esgota na legislação trabalhista” e apelando para que todos continuem “sentados à mesa com o objetivo de encontrar soluções para os problemas reais do país”. “É isso que se espera da Concertação Social. Esse é o papel que a UGT continuará a desempenhar”, garante. As negociações sobre a reforma das leis do trabalho terminaram na última quinta-feira, 07 de maio, sem um entendimento entre o Governo e os parceiros sociais, com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, a acusar a UGT de ter sido intransigente e de não ter cedido “em nenhum ponto” e com a central sindical liderada por Mário Mourão a acusar o executivo de ter minado a confiança nas negociações com um “constante avanço e recuo” nas suas propostas. Leia Também: UGT acusa Governo de ter minado confiança com “constante avanço e recuo”

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