“Na prática, não houve reunião”. Adiada a discussão sobre

"Na prática, não houve reunião". Adiada a discussão sobre

Os ‘patrões’ afirmaram nesta quarta-feira que têm “interesse” em chegar a um acordo sobre a lei trabalhista, por isso sem a presença da UGT no encontro de hoje “na prática não houve reunião” e se mostraram disponíveis para negociar para a semana. “A reunião durou pouco, estivemos lá pouco tempo… na prática, não houve reunião”, disse o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, à saída da reunião de hoje no Ministério do Trabalho, falando em representação das restantes três confederações empresariais. Francisco Calheiros disse que o encontro de hoje seria para fazer uma “avaliação” das reuniões técnicas que têm existido entre Governo, confederações empresariais e UGT e que dado que a central sindical liderada por Mário Mourão “manifestou indisponibilidade para estar nesta reunião”, as confederações “transmitiram a sua disponibilidade” para voltar a negociar a partir da próxima segunda-feira. A ministra do Trabalho se reuniu nesta tarde com as confederações patronais para discutir as mudanças na legislação trabalhista, mas sem a presença da CGTP, que não foi convocada pelo Governo, nem da UGT, que anunciou que não participaria da reunião, considerando-a “extemporânea” e lamentando a sua divulgação quando informou a tempo o Governo da sua indisponibilidade nesta data. Fonte oficial do ministério havia indicado à Lusa que “a UGT foi convidada e não mostrou disponibilidade em nenhum momento esta semana”, mas que “o Governo mantém toda a disponibilidade para conversar” com a central sindical. “A semana começa na segunda-feira. A partir das nove da manhã estamos disponíveis para estar aqui”, reiterou o presidente da CTP, representando também a CIP, CAP e CCP, acrescentando que ficaram “à espera que a senhora Ministra confirmasse se, de fato, na segunda-feira, às nove da manhã, a UGT pode ou não estar (presente) para fazermos a reunião”. A reunião de hoje havia sido convocada para as 15h no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), em Lisboa. Na reunião, estiveram presentes delegações da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e Confederação do Turismo Português (CTP). O governo manterá a reunião convocada para hoje com as confederações patronais para debater as mudanças na legislação trabalhista, apesar de a UGT ter anunciado que estará ausente. Lusa | 11:33 – 18/02/2026 A discussão de hoje ocorre fora do quadro das reuniões formais da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), na qual a CGTP também tem assento, seguida de reuniões de trabalho que o ministério liderado por Maria do Rosário Palma Ramalho vem realizando em nível técnico com representantes das entidades patronais e da UGT. O anteprojeto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em julho de 2025 e segue em discussão na Concertação Social, antes de o executivo submeter uma proposta de lei no parlamento. As mudanças propostas pelo governo em julho mereceram um ‘não’ das centrais sindicais, que consideram as mudanças um ataque aos direitos dos trabalhadores. A oposição levou a CGTP e a UGT a avançarem juntas para uma greve geral, realizada em 11 de dezembro de 2025. As confederações empresariais aplaudiram a reforma, ainda que digam que há espaço para melhorias. Diante das críticas da CGTP e da UGT, o executivo entregou à UGT uma nova proposta com algumas concessões, mas reiterou que não está disponível para retirar toda a iniciativa, nem para deixar cair as traves mestras das mudanças anunciadas. A UGT fez chegar uma contraproposta ao Governo em 4 de fevereiro. (Notícia atualizada às 16h32) Leia Também: “Vai rolar”. Reunião sobre pacote trabalhista é mantida (mesmo sem UGT)

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