Revelada medida para “fazer chegar dinheiro mais rapidamente

“(Essa medida) vai dar um impulso muito grande e acelerar o ritmo das avaliações para podermos fazer o dinheiro chegar mais rápido às pessoas”, disse aos jornalistas Manuel Castro de Almeida, no final de uma reunião na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em Coimbra. O ministro da Economia e da Coesão Territorial disse que há cerca de 25 mil candidaturas e cinco mil estão em análise, “portanto, há muito trabalho a fazer”, ressaltando que a esmagadora maioria está concentrada “em alguns municípios (seis) onde as calamidades tiveram impacto maior”. Segundo o oficial, o dinheiro existe e “está aguardando as avaliações”. Apesar de há cerca de uma semana ter responsabilizado os municípios pelo atraso na avaliação das candidaturas dos cidadãos, Castro de Almeida frisou hoje que as prefeituras estão diante de um “desafio muito exigente, têm muito trabalho pela frente e estão fazendo o seu melhor”. “Mas, sempre faço um apelo para que procuremos fazer melhor pensando nas pessoas que estão esperando o dinheiro e temos que encontrar soluções, como estamos encontrando agora”, frisou, garantindo que “nunca esteve em causa o empenho dos autarcas neste processo”. No caso dos prejuízos em equipamentos e infraestruturas municipais, o ministro disse que ainda está sendo feito o levantamento dos prejuízos e que, em primeiro lugar, os municípios terão de se dirigir às companhias de seguro “como fazem os particulares”. “Depois do levantamento, o Estado há de apoiar e até lá vamos pensar num adiantamento sobre esse valor, que vai ser tratado muito em breve, penso que ainda durante este mês de março”, afirmou. Confrontado com possíveis atrasos nos pagamentos como em tragédias passadas, o ministro da Economia e da Coesão Territorial garantiu que o governo está “fazendo tudo” para que dentro de pouco tempo tudo esteja pago, insistindo que “há condições para isso”. “Dos incêndios de 2024 não há ninguém com pagamentos em atraso, dos incêndios de 2025 a esmagadora maioria dos concelhos está totalmente pago. Só há uns poucos de concelhos onde o processo não está encerrado, porque também aí houve uma grande concentração de vítimas”, sublinhou. No caso do apoio à destruição causada pelo mau tempo de janeiro e fevereiro, o governante reiterou que o governo está tomando medidas para que o processo de pagamento dos prejuízos “seja rápido e concluído em breve”. “Antes de concluir é preciso encerrar os processos de candidaturas, cujo prazo de apresentação termina no final do mês de março”, acrescentou. Em relação à linha de crédito criada para as empresas afetadas, Castro de Almeida disse que já acessaram essas verbas quase cinco mil, num montante global que ultrapassa os 1.100 milhões de euros. O ministro da Economia e Coesão Territorial esteve reunido hoje em Coimbra com os presidentes da CCDR do Centro e Lisboa e Vale do Tejo, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Estrutura de Missão e Comunidades Intermunicipais do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também deixaram várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais da metade das mortes foram registradas em trabalhos de recuperação. Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. Leia Também: Preso por abuso. Vítima de 12 anos “filmou uma das últimas agressões”



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