Ryanair sobre Açores: “É a decisão final. Vamos abandonar

“É a decisão final. Vamos abandonar a base em março”, afirmou o CEO da Ryanair, rejeitando qualquer possibilidade de recuo e contrariando o Governo Regional dos Açores.
Na terça-feira, fonte da Secretaria Regional do Turismo dos Açores tinha dito à Lusa que as conversaçõesainda decorriam.
“Não estão em curso quaisquer conversações com o Governo dos Açores”, respondeu, apontando problemas estruturais. “Em primeiro lugar, as taxas aeroportuárias na ilha são demasiado caras para o que é”, afirmou.
O responsável acrescentou que, desde este ano, “as ilhas – as Canárias e os Açores – foram integrados no regime europeu de tributação ambiental”. “Uma família de quatro pessoas que viaje de Lisboa para os Açores (…) terá de pagar 96 euros de taxas ambientais”, disse.
Segundo o CEO, a Ryanair só admite regressar com mudanças profundas. “Poderemos reabrir a qualquer momento no futuro? Sim, mas só quando os impostos ambientais forem abolidos (e) quando as taxas aeroportuárias nos Açores forem drasticamente reduzidas”, afirmou.
O responsável comparou ainda com destinos fora da União Europeia. “Podemos voar para um sítio novo como Rabat, em Marrocos, (…) não pagamos impostos ambientais, porque estamos fora da UE”, disse, defendendo que “os impostos da União Europeia estão a prejudicar terras periféricas como os Açores”.
Questionado sobre as críticas do Ministério das Infraestruturas na altura do anúncio da saída da Ryanair dos Açores, falando em “ultimatos” e ameaças”, o CEO respondeu: “Não se trata de um ultimato. Não se trata de uma ameaça. A Ryanair é uma companhia aérea. Temos meios móveis chamados aeronaves, e as aeronaves que colocámos nos Açores nos últimos dois anos vão ser transferidas no final de março”, afirmou.
“Não há conversações em curso. A base será encerrada no final de março”, reforçou.
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