Sanções? Visa e Mastercard encerram operações em Cuba a

O banco privado estrangeiro que processava as transações internacionais (cujo nome não foi divulgado pelo BCC) informou à autoridade monetária que estava rompendo sua relação com a instituição financeira Fincimex (pertencente ao conglomerado empresarial GAESA, apoiado pelos militares) para evitar as sanções. “Essa interrupção está diretamente relacionada ao Decreto Executivo nº 14.404, de 1º de maio, emitido pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, como parte de sua estratégia para estrangular o povo cubano”, detalhou o BCC. A entidade acrescentou que, como resultado dessa decisão, “Cuba não poderá receber receitas da venda de bens e serviços por meio de cartões de crédito internacionalmente reconhecidos, como Visa e Mastercard”. A retirada do banco efetivamente rompe todas as conexões financeiras da ilha com o exterior, intensificando a pressão de Washington sobre Cuba, que o governo dos EUA deseja forçar a realizar profundas reformas políticas e econômicas, informou a agência Efe. Os EUA estão intensificando a pressão que exercem sobre Cuba desde janeiro, quando impuseram um embargo de petróleo que praticamente paralisou grande parte da atividade econômica do país, já que a ilha produz apenas 40% de suas necessidades energéticas. O decreto executivo estipulava sanções para indivíduos e empresas que mantivessem laços econômicos, comerciais ou financeiros com o Governo cubano, particularmente nos setores de energia, finanças e defesa. Em 7 de maio, sanções foram impostas à Gaesa, a maior estatal de Cuba, que representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) da ilha. Isso levou muitas empresas a romperem seus laços com essa entidade, que tem presença em quase todos os setores econômicos. Essa situação também levou à retirada parcial ou total de grandes redes hoteleiras estrangeiras que operam na ilha, como as espanholas Meliá e Iberostar. A mineradora canadense Sherritt, maior investimento estrangeiro em Cuba, anunciou há um mês sua saída imediata da ilha como resultado das sanções americanas. Leia Também: Especialistas da ONU criticam escalada de ameaças dos EUA contra Cuba



Publicar comentário