“Sentimento que vem das ruas é que será uma grande greve.

Turismo e pastéis de nata? Não compensa o que "temos que

O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, antecipa que a greve geral desta quarta-feira, 3 de junho, terá uma grande adesão dos trabalhadores, o que mostra que eles rejeitam a revisão laboral proposta pelo Governo. “O sentimento que vem das ruas e dos locais de trabalho é que vamos ter de fato uma grande greve geral. Seja no setor público, seja no setor privado, o esclarecimento dos trabalhadores e a disponibilidade deles para a luta demonstra isso”, disse Tiago Oliveira ao Notícias ao Minuto. Questionado sobre o impacto esperado, Tiago Oliveira detalhou que, “no privado, em setores como indústria, comércio e serviços, hotelaria e restauração, agricultura e pesca, construção e entre todos os outros a greve terá uma adesão maciça”. “Essa realidade também será sentida na administração pública central e local, nos transportes, na saúde, na educação, na coleta de resíduos, nos serviços centrais e municipais”, disse o responsável pela central sindical ao Notícias ao Minuto. Trabalhadores “rejeitam este pacote laboral” Esta greve geral, recorde-se, foi convocada pela CGTP-IN contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. Na opinião de Tiago Oliveira, a adesão a essa greve passa uma mensagem clara: “Os trabalhadores não querem esse pacote de trabalho. Eles rejeitam esse pacote de trabalho”. “E depois de termos assistido a declarações constantes do Governo a tentar justificar as razões para o mesmo, agora é hora de os trabalhadores se fazerem ouvir. Agora é hora de os trabalhadores se pronunciarem, de demonstrarem a sua vontade. A hora é de derrotar este pacote laboral. E essa hora é agora e não depois. Essa hora é agora e não andar no futuro a correr atrás do prejuízo. Contamos com os trabalhadores! Serão eles a definir o desfecho deste processo. Hoje como no passado”, disse o responsável pela CGTP-IN. Recorde-se que o Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no Parlamento, uma semana depois de o Executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social. O setor de transporte público urbano será um dos mais afetados na greve geral de quarta-feira, apesar de os usuários poderem contar com serviços mínimos nos serviços de trens, ônibus e no Metrô do Porto. Lusa | 20:12 – 02/06/2026 A paralisação desta quarta-feira deve contar com uma adesão ampla, com vários sindicatos de diversos setores já tendo anunciado sua participação, em especial o funcionalismo público, com destaque para saúde e ensino, além de transporte, aviação, comércio, entre outros. No final do ano, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral para 11 de dezembro de 2025 em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da ‘troika’. Leia Também: Greve geral: O que é esperado para o transporte público? Confira

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