Setor social elogia reforço a creches e lares com 440

No caso do atendimento aos idosos, foi feita uma atualização de 9,5% para as Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e de 10% para os centros dia e noite. Já na área da infância e da juventude, o reforço para as creches é de 6,9%, “incorporando-se ainda as conclusões dos grupos de trabalho relativos ao acolhimento residencial de crianças e jovens em perigo”, explicou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A adenda assinada hoje entre o Estado e o setor social, em cerimônia que aconteceu na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, prevê ainda o reforço de 7,7% para os Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão e de 5,3% para o Lar Residencial. A ministra explicou ainda que esse novo acordo será aplicado retroativamente a janeiro deste ano. Do lado da Confederação Cooperativa Portuguesa, o diretor desta entidade, Joaquim Pequicho, ressaltou que este acordo é “um reforço significativo” e que representa “uma responsabilidade compartilhada entre o Estado e o setor social”. Também o presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Alberto Silva, apontou o “sinal claro de responsabilidade partilhada” e o “investimento na dignidade humana”, mas não deixou de lembrar que é preciso “assinar novos acordos com o Estado, nomeadamente na área da saúde”. Luís Alberto Silva pediu ao primeiro-ministro, presente na assinatura do acordo, o “desbloqueio da revisão do código das associações mutualistas”. Na linha do elogio ao acordo assinado hoje, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, disse confiar no governo, ressaltando que é preciso considerar uma lei de financiamento das respostas sociais. “Essa adenda não é só um apoio social, é um apoio às pessoas que o Estado nos confia”, considerou. Já o vice-presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), Eleutério Alves, lembrou que ainda há muito caminho a ser percorrido no âmbito do setor social e, elogiando o acordo firmado hoje, ressaltou que, em uma negociação, nunca se consegue tudo o que é proposto inicialmente. Na cerimônia, Maria Palma Ramalho também disse que é “dever do governo garantir que esse setor continue tendo modelos de financiamento que possam trazer maior previsibilidade às milhares de instituições”. Leia Também: Sindicato defende que Estado deve pedir revisão do Acordo Trabalhista em Lajes



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