Taxa de inflação dispara para 3,4% em abril à boleia dos

A taxa de inflação teria acelerado para 3,4% em abril de 2026, na carona da alta dos preços dos combustíveis, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). “Tendo como base a informação já apurada, a taxa de variação anual do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) terá aumentado para 3,4% em abril de 2026, taxa superior em 0,7 ponto percentual (pp) à observada no mês anterior”, pode ler-se no relatório do INE. Agora, “como verificado no mês anterior, a aceleração do IPC é explicada principalmente pelo aumento do preço dos combustíveis”. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentícios não processados e energéticos) terá registrado variação de 2,2%, taxa superior em 0,2 pp à do mês precedente. A variação do índice de produtos energéticos aumentou para 11,7% (5,7% em março) e o índice referente a produtos alimentícios não processados registrou variação de 7,5% (6,4% no mês anterior). Na comparação com o mês anterior, a variação do IPC teria sido 1,4% (2,0% em março e 0,7% em abril de 2025). Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 2,4% (2,3% no mês anterior). O Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação anual de 3,3% (2,7% no mês precedente). Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de abril serão publicados no próximo dia 13 de maio. É dia de decisão do BC: O que vai acontecer com as taxas de juros? O Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas diretoras nesta quinta-feira, sem ceder à urgência e aguardando para julgar o caráter duradouro ou não do aumento da inflação associado à guerra no Oriente Médio. A presidente da instituição monetária, Christine Lagarde, insistiu na última segunda-feira na natureza instável do conflito, entre guerra, cessar-fogo e negociações, que dificulta qualquer antecipação sobre a duração do choque e respectivos efeitos na economia. Essa incerteza “advoga a favor da coleta de informações adicionais” antes de rever o curso da política monetária, ressaltou Lagarde. O BCE deve, portanto, salvo surpresa, manter a taxa de depósito de política em 2%, nível em que se encontra desde junho passado, segundo observadores. Lagarde vai “jogar com o tempo”, estima Ludovic Subran, economista-chefe da Allianz, citado pela France Presse. Um quinto do petróleo mundial que normalmente transita pelo Estreito de Ormuz está bloqueado, resultando em um aumento significativo nos preços da energia, mas sem atingir os cenários mais pessimistas do BCE. Os mercados continuam a apostar em um choque energético temporário. A inflação média anual nos 21 países da zona do euro já subiu para 2,6% em março, acima da meta de 2% do banco central, e o número para abril será divulgado na quinta-feira, durante a reunião do BCE. Quanto mais o conflito com o Irã se prolonga, maiores os riscos de agravamento dos desequilíbrios entre oferta e demanda de energia, com efeitos em cascata em outros setores-chave – semicondutores, fertilizantes, química, plásticos -, explicou Lagarde. Depois de considerar um aumento das taxas em abril, os mercados agora estimam que o BCE esperará até junho para agir. Lagarde poderá fornecer na quinta-feira “indícios implícitos de que um aumento nas taxas durante o verão apareça como uma perspectiva crível”, estima Carsten Brzeski, do ING, também citado pela AFP. (Notícia atualizada às 09h39) Leia Também: BCE deve manter taxas diretoras na quinta-feira



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