Telefónica registrou prejuízo de R$ 4,32 bilhões em

Telefónica registrou prejuízo de R$ 4,32 bilhões em

De acordo com um comunicado enviado à reguladora do mercado de ações de Madri, a Telefónica admitiu que as perdas dispararão, em comparação com a perda de 49 milhões de euros registrada em 2024. A venda das subsidiárias na Argentina, Peru, Uruguai e Equador resultou em perdas de aproximadamente 2,27 bilhões de euros. A América Latina chegou a ser um dos mercados preferenciais da Telefónica, mas a operadora atualmente enfrenta forte concorrência e perda de mercado. No final de dezembro, a empresa anunciou um acordo com os sindicatos que representam os trabalhadores da empresa, que levará a “saídas voluntárias” de cerca de 5.500 pessoas, algo que custou à Telefónica 2,05 bilhões de euros em 2025. Esse “processo de regulação de emprego” mereceu a “profunda discordância” do Governo da Espanha. O Estado espanhol ainda detém uma participação de 10% na operadora, que foi privatizada em 1997. A empresa ressaltou que, se não fossem as despesas extraordinárias, teria apresentado lucros de 2,12 bilhões de euros, revertendo o prejuízo de 19 milhões de euros registrado no ano anterior. As receitas caíram 1,5% em 2025, para 35,1 bilhões de euros, anunciou também a Telefónica, que lançou um novo plano estratégico no primeiro ano do mandato do novo presidente, Marc Murtra. “Tomamos decisões difíceis, mas necessárias, para nos fortalecermos e crescermos mais rapidamente”, disse, em comunicado, Murtra, que assumiu a presidência em janeiro de 2025, após presidir o grupo de defesa Indra. A dívida do grupo caiu 1,2% no ano passado, para R$ 26,8 bilhões. A operadora, que almeja se tornar uma das principais empresas de tecnologia da Europa nos próximos anos, anunciou em novembro que esperava uma economia total de até 2,8 bilhões de euros em 2028 e três bilhões em 2030. A Telefónica pretende se concentrar em seus quatro principais mercados: Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil. Em 10 de fevereiro, já após o encerramento do ano fiscal de 2025, a empresa anunciou a conclusão da venda da subsidiária no Chile por 1,03 bilhão de euros. Leia Também: Regiões? “Constituição vem sendo ignorada há 50 anos”, diz ex-ministro

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