Tempestades? Prestadores de serviços tiveram “comportamento

Questionado se a tempestade Kristin foi um dos maiores desafios ao longo de seus 26 anos no setor, Miguel Almeida diz que, “do ponto de vista operacional puro, de gestão no terreno, sim”. “Nunca tínhamos sido confrontados, mesmo os incêndios não têm nada a ver, mesmo os grandes incêndios de 2017”, continua o gerente. “Aquilo que foi o impacto e aquilo que poderíamos fazer e aquilo que tivemos que fazer para repor serviços não tem nada a ver”, diz. Até porque “estamos a falar de uma escala completamente diferente (…), de algo que, felizmente, nunca tínhamos visto em Portugal”, refere o CEO grupo de telecomunicações e de tecnologia. Mas, “ao contrário do que foi dito, eu penso que os prestadores de serviços essenciais, que inclui a eletricidade também, mas também as telecomunicações, tiveram um comportamento exemplar, tendo em conta aquilo que foi o nível de destruição”, sublinha Miguel Almeida. Ninguém “estava preparado estruturalmente” para lidar com a destruição decorrente do clima, afirma. No caso da NOS, “não estávamos preparados para reagir imediatamente a uma coisa desse tamanho”, acrescenta. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. Leia Também: Mau tempo: NOS diz que 2% a 3% dos clientes continuam sem comunicações



Publicar comentário