TMP diz que ‘app’ digital do Andante chegará a sistemas iOS

Bilhetes de bordo e Andante ocasional aumentam em 2026. E os

“Até o final do primeiro semestre deste ano, julgamos que entre maio e junho, teremos o Andante totalmente desmaterializado e emulado para o sistema iOS e introduziremos também a possibilidade de fazer o pagamento através do Google Pay e através do Apple Pay”, disse hoje Nuno Neves de Sousa numa apresentação no Seminário de Transporte Rodoviário, organizado pelo jornal Transportes & Negócios, que decorre hoje num hotel do Porto. O responsável lembrou que, nos sistemas operacionais Android, “já é possível (…) ter o Andante completamente desmaterializado e fazer a validação através do telemóvel”, sendo necessário “passar para o século XXI definitivamente” em termos de digitalização e “deixar as palavras e passar aos atos”, vincou o responsável, que assumiu a presidência da TMP este ano, sucedendo a Marco Martins. “O que queremos é ser um tipo de Uber em que o cartão de crédito que está associado à conta Uber é o Andante. No fundo, nós queremos continuar a desmaterializar o Andante”, frisou, dizendo mais à frente que acredita “piamente que daqui a cinco anos, seis anos, o Andante físico vai desaparecer, toda a gente vai usar o telemóvel”. As promessas de implementação da aplicação Anda em sistemas iOS já têm alguns anos, e já era objetivo da TMP ter o serviço implementado em 2025 e até em 2024, ainda pela antecessora Transportes Intermodais do Porto (TIP), tendo o trabalho sido iniciado em 2022. Hoje, Nuno Neves de Sousa afirmou ainda que “o verdadeiro sucesso de um sistema de mobilidade mede-se pela capacidade de trazer novos passageiros”, elencando como prioridade estratégica “a informação ao público”. “As pessoas acreditam na Metrô do Porto porque chegam ao Metrô do Porto e existe um sistema previsível de quando o metrô vai chegar. Hoje em um ponto, em um abrigo de ônibus, isso não é possível. Ainda não existe um aplicativo que seja democrático para todos”, observou. Em seu discurso, Nuno Neves de Sousa ressaltou que o número de validações no sistema Andante “cresceu 5,6% em 2025 e ultrapassou os 210 milhões de validações”. “Temos três anos e nosso objetivo, e digo abertamente aqui, é que ao final dos três anos, os 5,6% passem para um crescimento, nos cinco anos seguintes, de dois dígitos”, disse o novo presidente da TMP. Para tanto, conta também com o lançamento de “um programa em todas as escolas de terceiro ciclo e secundárias da Área Metropolitana do Porto, uma campanha muito, muito forte para que as crianças tenham uma ação de sensibilização e que possam, ‘in loco’, tirar o passe sub-23”. Antevendo o futuro, ele falou ainda sobre a próxima concessão da rede de ônibus Unir, para estar no terreno no final da década, visando redesenhá-la “para ser mais eficiente, redesenhar para responder àquilo que é a procura das pessoas e dos próprios territórios, que também se vão desenvolvendo, e reagir à expansão, nomeadamente, do Metro do Porto”. “Nós queremos que os movimentos nas áreas urbanas mais consolidadas sejam asseguradas por modos pesados, vulgo CP e Metro do Porto: têm de ser os dois operadores a assegurar o transporte mais pesado de passageiros”, apontou. Nuno Neves de Sousa quer, por exemplo, que nas ligações entre o sul e norte da AMP, nomeadamente entre Gaia e Porto, “quando existir a linha Rubi” do Metro do Porto, “não faz muito sentido ter centenas de autocarros a atravessarem a ponte e a poluírem e, no fundo, a baixarem a rentabilidade daquele quilómetro para os próprios operadores”. O responsável assegurou ainda que, em termos ambientais, os requisitos para a frota de ônibus da Unir “vai ser muito mais exigente”, sendo “muito mais valorizados os veículos elétricos”. Leia Também: Lojas Andante do Porto abertas até 20h após “pico de afluência”

Publicar comentário