Trabalhadores das IPSS em greve e concentração por novas

Trabalhadores das IPSS em greve e concentração por novas

A iniciativa parte do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que acusa a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) de recusar continuar as negociações com os sindicatos afetos à CGTP-In. O CESP convoca os trabalhadores para um dia de greve e uma vigília na quarta-feira, 25 de março, a partir das 21h, em frente à sede do CNIS, no Porto, e depois está prevista uma concentração com manifestação, no mesmo local, durante o dia de quinta-feira, 26, a partir das 10h30. “Exigimos que a CNIS negocie seriamente com os sindicatos com mais trabalhadores sindicalizados — CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS — em vez de se limitar a fazer acordos para aumentos de migalhas com os sindicatos da UGT!”, lê-se no comunicado. Além do CESP, essa ação de luta reúne a Federação Nacional de Professores (Fenprof), Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Sindicato Nacional dos Profissionais de Farmácia e Parafarmácia (SIFAP), Federação dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses (SFP), Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSS) e o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS). Segundo o CESP, o CNIS se recusa a continuar as negociações com esses sindicatos com o argumento de “já ter acertado uma revisão da CCT (Contrato Coletivo de Trabalho) com sindicatos da UGT”, o que considera “inadmissível”. “Essa atitude é desrespeitosa, sem seriedade e demonstra má-fé negocial! O CNIS acordou a revisão da CCT pelas costas da Comissão de Negociação Sindical mais representativa dos trabalhadores das IPSS — e a acordou justamente com os sindicatos menos representativos dos trabalhadores”, acusa o CESP. Diante dessa situação, o sindicato afirma não haver outra opção senão convocar uma greve de um dia, durante o qual realizam a vigília e a manifestação. Contactado pela agência Lusa, o presidente da CNIS afirmou que as negociações não estão terminadas e que não foi fechado nenhum acordo com os sindicatos afetos à UGT, pelo que a confederação continua disponível para continuar a negociar com os restantes sindicatos. De acordo com o padre Lino Maia, houve na terça-feira uma reunião negocial com os sindicatos afetos à CGTP-In e adiantou que eles serão recebidos pela CNIS no decorrer da manifestação. Leia Também: Governo açoriano garante leitura de jornais regionais em IPSS e escolas

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