Trabalhadores do Hotel Casino de Chaves protestam por

Trabalhadores do Hotel Casino de Chaves protestam por


Em declarações à Lusa, a dirigente sindical Joana de Jesus explicou que a Solverde deixou de aplicar o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) celebrado com a associação patronal APHORT e passou a aplicar o CCT celebrado entre a Associação de Hotéis de Portugal (AHP) e a central sindical UGT, retirando direitos e regalias aos trabalhadores. Com esta alteração, os trabalhadores “passaram a não progredir na carreira, a não vencer diuturnidades, e a não atualizar devidamente o prémio de línguas, por exemplo. A empresa mantêm salários baixos, continua a pagar os feriados com 100%, quando no casino, na sequência da luta e de 22 dias de greve passou a pagar 200%”. Os trabalhadores, alguns com 20 anos de casa, continuam a receber “apenas o salário mínimo nacional”, apesar dos “esforços do sindicato” que chamou a empresa ao Ministério do Trabalho, onde decorrem negociações. A próximo reunião de negociação está marcada para 12 de agosto, no Porto. De acordo com o sindicato, a Solverde “recusa negociar aumentos salariais desde 2009, há 16 anos consecutivos”. “Até agora, a empresa apenas se manifestou aberta à atualização do subsídio de refeição”, afirmou Joana de Jesus. O sindicato e alguns trabalhadores com disponibilidade de horário distribuíram panfletos aos clientes do Hotel Casino Chaves, que pagam “200 ou 300 euros” por noite, alertando-os para as condições de trabalho impostas aos funcionários. Joana de Jesus acrescentou que “o número de hóspedes, dormidas e proveitos tem aumentado muito nos últimos anos no setor da hotelaria, os preços dos quartos e da restauração duplicaram, mas os salários estagnaram. Os patrões têm ficado praticamente com todos os lucros obtidos” O protesto serviu também para denunciar o facto de o Governo ainda não ter iniciado o concurso público da Zona de Jogo de Vidago, instalada em Chaves, que é um “importante fator para o desenvolvimento turístico de Trás-os-Montes, deixando os trabalhadores apreensivos quanto ao futuro dos postos de trabalho”. Esta ação do Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria e Turismo insere-se na “quinzena de luta” que se iniciou no porto e prossegue na quarta-feira em Braga. Leia Também: Amigos britânicos morreram afogados na 1.ª noite de férias em Albufeira

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