Transferências em Moçambique passam a ser feitas em segundos

Transferências em Moçambique passam a ser feitas em segundos

“Apesar dos notáveis ​​progressos registados, ainda persistiam alguns desafios no nosso Sistema Nacional de Pagamentos, particularmente no que respeita à eficiência das transações interbancárias de retalho, nomeadamente em termos de celeridade, comodidade e custos”, disse Rogério Zandamela, em Maputo, no lançamento da plataforma, após dois anos de desenvolvimento. Com o Metix “os fundos serão disponibilizados de forma imediata, ou seja, em poucos segundos”, as transferências entre bancos, realizadas por particulares, através desta plataforma, “serão isentas de custos”, o qual estará “disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias por ano”. “Por último: trata-se de um sistema cômodo e de fácil acesso, que poderá ser utilizado através do website, aplicativos móveis ou por via de canais USSD dos bancos. O canal USSD garante o acesso ao sistema através de qualquer tipo de celular, sem necessidade de conexão à internet ou de dados móveis, permitindo assim a sua utilização por qualquer cidadão”, acrescentou. “É nossa convicção de que, com a introdução do Sistema de Pagamentos Instantâneos, estão criadas as condições para que os cidadãos possam realizar suas transações interbancárias de forma mais simples, rápida, econômica e cômoda, em um ambiente cada vez mais seguro, inclusivo e moderno”, acrescentou o governador do Banco de Moçambique. Zandamela explicou que o banco central decidiu dar ao sistema “um nome que fosse fácil de pronunciar, sugestivo e que refletisse as principais características” do mecanismo, tendo sido escolhido o nome Metix “que remete ao metical (moeda moçambicana) e reflete rapidez e comodidade na realização de transações, apoiadas pelo avanço tecnológico”. A nova ferramenta faz parte “do amplo projeto de modernização do Sistema Nacional de Pagamentos, que vem privilegiando a digitalização, a eficiência e a segurança das transações financeiras em Moçambique” desde 2023, como, entre outras, a “interoperabilidade” completa entre as IME e entre estas e os bancos, “promovendo maior integração no sistema financeiro”. “Reconhecemos igualmente que este avanço tecnológico exige, de todos nós, um compromisso permanente com a literacia digital e financeira. Por isso, o Banco de Moçambique reitera o seu compromisso com a promoção da educação financeira e apela a todas as instituições financeiras para o reforço contínuo de iniciativas nesta área, garantindo que todos os moçambicanos possam utilizar estas ferramentas com confiança, responsabilidade e segurança”, disse. O sistema será “operado e gerido” pela Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) e prevê que as instituições financeiras podem limitar os valores máximos diários para transferências imediatas a 200 mil meticais (2.670 euros) para pessoas singulares e 500 mil meticais (6.680 euros) para pessoas coletivas. Em Moçambique, funcionam 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras. Devem integrar o sistema de pagamentos as instituições de crédito, empresas prestadoras de serviços de pagamentos e “outras entidades que o Banco de Moçambique autorizar”, sendo, contudo, “obrigatória” a participação das carteiras digitais. Moçambique tinha em novembro mais de 24,6 milhões de contas de carteiras móveis digitais, contra 6,6 milhões de contas em bancos tradicionais, segundo dados do banco central. O país tem três IMEs, a saber, M-Pesa, e-Mola e M-Kesh, das três operadoras de telecomunicações móveis, que fornecem serviços financeiros via celular, incluindo transferências de dinheiro entre clientes ou pagamento de serviços. Leia Também: Maior indústria moçambicana encerrou atividade no domingo

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