UGT vai entregar aos partidos propostas de emenda à

“Nós entregámos um conjunto bastante alargado de propostas que irão ser entregues também na Assembleia da República, a todos os grupos parlamentares, para tentar corrigir aquilo que entendíamos que estava mal”, indicou. Para a UGT, “esse é um projeto em retrocesso completo ao que são as leis trabalhistas”. Rui Miranda falava nas jornadas parlamentares do Chega, que decorrem hoje e terça-feira em Viseu, num painel sobre a reforma laboral, no qual também participou Fernando Mateus, diretor da Associação Empresarial da Região de Viseu, Ana Rita Cavaco, ex-presidente da Ordem dos Enfermeiros, Alexandre Carvalho, presidente da Direção do SINFAP, além das deputadas Rita Matias e Catarina Salgueiro. O líder sindical também defendeu que, quando se parte para uma negociação “há uma coisa que nunca se deve fazer, que é colocar linhas vermelhas”. “Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue pelo parceiro social com que estamos a negociar. Pode não haver depois negociação, pode não dar em nada, mas devemos olhar para ela, fazer propostas, contrapropostas, não é só contrapropostas, mas propostas novas”, sustentou. Sobre o banco de horas, o vice-presidente da UGT advogou que os trabalhadores precisam de “pelo menos quatro horas, para permitir que o trabalhador possa resolver assuntos inadiáveis, para tratar de algumas tarefas que são importantes, e duas horas não dá para nada disso”. Em 23 de abril, antes de as negociações com os parceiros sociais terem terminado sem acordo, o secretário-geral da UGT tinha dito que a central sindical estava preparada “para quando o diploma for para a Assembleia da República”, garantindo que vão “estar na luta” e “tentar influenciar” junto dos partidos parlamentares para que a proposta “seja melhorada”. “Nós não vamos baixar os braços”, assegurou na ocasião. No mesmo painel, a deputada Rita Matias agradeceu aos membros do painel “pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando 100% com o partido”. Leia Também: CDS. Poço representa PSD no fechamento e UGT envia secretário-geral



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